Como organizar seu evento: MARKETING

Motociclismo Responsável

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Chegou a hora de como promover a imagem do seu evento. Há uma corrente de motociclistas que defende que eventos dessa categoria não devem ser abertos ao público. É um grande erro. A melhor maneira de promover uma filosofia é dar publicidade e buscar interação com a comunidade.

Um dos segredos do sucesso dos eventos que fizemos foi essa preocupação. A população precisava saber que apesar das nossas roupas pretas, caveiras, tatuagens e motos que saíram dos filmes somos bons garotos e amamos a liberdade e fazer amigos. Claro que mexer conosco é outra coisa.

A interação com a população da cidade favorece obter patrocínios e apoios importantes, além de gerar receita para a cidade – o que agrada profundamente as associações de empresários e governos municipais.

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Todo patrocínio e apoio precisam retornar e todo evento tem que ter uma imagem e principalmente RESULTADOS! Não falo do ganho dos organizadores. Se eles trabalham, merecem ganhar sua grana. Falo do dinheiro novo que circulará na cidade e como isso influenciará futuramente a filosofia do motociclismo na cidade.

Em Iguatu depois do evento, o número de motos de média e alta cilindrada, da cidade, quadruplicaram em relação a primeira edição. Novas bandas de rock apareceram, a quantidade de motoclubes, no município, quintuplicou em quatro anos e até motoclube feminino levantou bandeira. Além disso, a rede hoteleira é testemunha do sucesso quando lota. Se todos ganham, o evento é bem-vindo e o marketing é um dos grandes segredos.

Para que dê certo você precisa contar com ajuda profissional de quem tem intimidade com o meio e sabe como promover a marca do evento como produto. Sim, um evento é um produto. Tem marca, tem subprodutos, tem receitas e despesas. Há um preconceito contra isso, mas é só preconceito. Não se faz um evento que envolva a cidade sem marketing e isso não é para amadores.

Lembre-se que ninguém colocará dinheiro em uma ideia que não gere retorno, pois não vão conseguir justificar um novo investimento no ano seguinte se não houve retorno.

Um bom marketing exige várias coisas e um plano de ação à parte. Imagine que existem centenas de eventos e milhares de informações circulando nas redes sociais e nos grupos de WhatsApp, se essa ação não atingir o máximo de pessoas e na frequência certa, poucos vão saber do seu evento.

Muito cuidado com alguns erros, tais como, a superexposição da marca e do cartaz. Planeje a divulgação, seja criativo e técnico. A informação boa é aquela que chega sempre nova. Uma peça divulgada por mais de 3 vezes perde força e acaba caindo no esquecimento. O melhor é planejar toda a divulgação e isso é coisa para profissionais.

Muitos dizem que marketing é caro. Sim, pode ser, mas não é uma verdade absoluta. Há várias maneiras de fazer isso a um baixo custo e com bons resultados. Anunciar na TV pode ser impossível, mas um bom trabalho de assessoria de imprensa pode obter resultados melhores que uma ação publicitária na TV. Tudo vai depender do projeto que foi feito para seu evento. Anote essa verdade: projeto ruim, evento ruim. Projeto bom pode vir a se transformar em um evento ruim por má administração, mas se for feito da forma como está sendo proposto, a chance de dar errado é bem pequena.

O seu marketing tem que vender além da imagem do seu evento, a imagem da cidade onde ele acontece. As pessoas não vão passar o dia na área do evento. Cuide de vender a cidade aos visitantes. Crie atrações, enfim, cuide para que ninguém fique parado sem fazer nada, a não ser que seja uma decisão do motociclista.

Outra parte importante é saber usar corretamente as ferramentas de comunicação em uma sequência que dê a sensação de que o evento está sendo montado para recebê-lo. Há uma infinidade de ações, ferramentas e modelos que podem ser utilizados para isso. Uma boa equipe de comunicação e marketing saberá como fazer e o que usar e em que sequência.

Veja que comunicação e marketing jamais podem ser ligados à manipulação. Nunca! Mentir, exagerar nas tintas, só trará problemas. A melhor maneira é manter a empolgação, a vibração, mas sempre em cima da verdade e nunca usar perfumaria, pois as pessoas vão perceber e não vão gostar, pois se sentirão enganadas.

Cuide para que a qualidade das peças publicitárias sejam boas e de boa qualidade. Produza as próprias fotos ou as compre de fotógrafos profissionais. Produza seu material de forma inédita, inclusive a sua marca. Nada de pegar da internet e dar uma ajustada nela. Se ela for protegida por direitos autorais, (aquela marca d’água que eles colocam na foto) o uso indevido, mesmo em parte, pode acarretar grandes dores de cabeça. Seja criativo!

As peças amadoras não empolgam e passam a mesma sensação de amadorismo para os visitantes, mesmo que eles deem os devidos descontos. As pessoas, independente da filosofia que carreguem e da tradição que defendam gostam de ver e de participar de coisas bem-feitas. Isso é fato!

Marketing de eventos não é como bolo de padaria, mesmo que tenha na sua composição o ovo, o leite e o trigo; sal e açúcar. Mesmo sabendo que qualquer pessoa consiga fazer um bolo, a diferença é que aqueles bolos que se come mais de um pedaço e que ainda levamos para casa, têm seus segredos e o maior de todos é fazer perceber e desconfiar que aquele bolo foi feito para você, pois terá um gosto diferente. Assim é o marketing do seu evento. Há a receita básica, mas o melhor bolo é um segredo de profissionais. Não arrisque. Uma vez feito e visto os resultados você nunca mais deixará de fazer.

Outra dica é licenciar a marca. Mas isso só deve ser feito quando seu evento ficou bem popular. Adotar venda de camisas pode ser um erro e isso não é a finalidade do seu evento. Usar a venda de camisas para cobrir despesas é um risco alto. Melhor licenciar. Falaremos disso em outro artigo onde trataremos do assunto – fontes de receita.

E uma dica de ouro: NUNCA feche seu evento! Eventos abertos ao público são sempre melhores. Envolver a população faz toda a diferença e nada de limitar a participação para coletados, escudados etc. A festa é de motociclistas e muitos não fazem parte de motoclubes, rodam sozinhos ou em grupos de amigos e fazer isso é antipatizar o evento para quem decidiu ser apenas motociclista e não motociclista escudado e coletado. É uma decisão que pertence a cada motociclista e ninguém deve interferir nisso em nome de uma tradição que vem de longa data. Importante lembrar que motoclubismo surgiu no Brasil em 1927 e na América alguns anos depois e a tradição inicial foi participar de corridas. Não feche seu evento. O motociclismo é uma contracultura, não pode ser excludente. Quanto mais amantes das duas rodas vierem para o nosso lado, mais fortes seremos.

Bom evento! Por que o melhor evento do mundo é o seu!

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logo_onlineO Você e Sua Moto produziu três edições do Iguatu Moto Fest e uma edição do Iguatu Moto Week – o maior evento motoclubista do Ceará. Na lista existem os motoindoor de Quixadá (em parceria com Motosnet)  e Ubajara; a série de eventos experimentais The Eagle Bike Show, Eusébio Moto Fest 2015, Iguatemi Biker for Like, Outbikers Off Outlet, Várzea Alegre Moto Fest dentre outros voltados para o mototurismo e eventos de ações sociais. Nossa intenção com esta série de matérias é ajudar com dicas importantes para que seu evento motoclubista seja um sucesso.

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Motociclista: Como anda o seu coração?

UBAJARA 4 062 - Cópia

Dr. Adriano e esposa, a psicóloga Aline Rios – ao centro – em palestra no Ubajara Moto Indoor 2015

Aquele que nos traz emoção também pode nos deixar na mão sem avisar. O coração é o primeiro órgão a bater e o último a parar e, assim como a sua moto, também precisa de manutenção.

Pequenos sinais podem ser o aviso de que algo não vai muito bem, mas pode não aparecer sinal algum.

Numa moto sua pressão irá subir, os batimentos cardíacos passarão de 130 batimentos por minuto, mais adrenalina estará sendo injetada na rede sanguínea, músculos contraídos e seu cérebro totalmente ligado esperando pelo pior.

Está montada a cena de um estado de estresse. No final, essa aparente situação de risco se transforma em um relaxante prazer de quem andou no limite. Mas, aquilo que te dá prazer, pode, no minuto seguinte, te matar.

Recentemente, um amigo,  também jornalista e motociclista, passou mal e teve que dar entrada no hospital. Depois de quase ter morrido, algumas cirurgias feitas, um marca-passo e de muitas orações de lá saiu sabendo que nunca mais andaria numa moto.

Hoje continua no jornalismo especializado em motos, mas aquela sensação de adrenalina e prazer sobre duas rodas, talvez, nunca mais.

Conversamos com o cardiologista e motociclista, Dr. Adriano de Melo. Ele gentilmente gravou um vídeo alertando você sobre os cuidados importantes para que rode feliz e com saúde.

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A verdade por trás da polêmica sobre os combustíveis. Nem tudo é o que parece.

12689401915667760372 Muito se fala sobre combustíveis e como eles podem afetar o seu veículo. O Você e Sua Moto entrevistou um motociclista, que também é proprietário de posto de combustível, para esclarecer alguns mitos.

Conversamos com Marcelo Lira, empresário, dono do Posto Janjão de bandeira BR PETROBRÁS. Marcelo é do Anonymous MG e nas horas, raramente vagas, fotógrafo do Você e Sua Moto.

Confira a entrevista.  

O empresário Marcelo Lira e sua esposa, também motociclista, Germana de Menezes.

O empresário Marcelo Lira e sua esposa, também motociclista, Germana de Menezes.

Você e Sua Moto – Muitos atribuem ao combustível ruim ou adulterado as falhas no funcionamento dos motores a combustão. Tem mais algum outro fator que pode ocasionar isso?

Marcelo Lira: Desde 2013 as gasolinas produzidas no Brasil são controladas de forma ostensivas pelos órgãos fiscalizadores e agências reguladoras, como DECON, ANP, SEMACE, IBAMA, PGR e as próprias distribuidoras através de programas de monitoramento “de olho no combustível”. Por essas razões, os donos de postos de combustíveis praticamente não conseguem mais adulterar combustíveis. Com a diminuição do teor de enxofre na gasolina e no diesel, para melhorar a proliferação dos gases tóxicos na atmosfera, esses produtos ficaram ainda mais puros e mais suscetíveis a detecção de possíveis adulterações, vez que modifica o cheiro e a cor deles. A gasolina comum, aditivada e ‘premium’ são combustíveis que têm em suas composições, atualmente, 27% de ÁLCOOL ANIDRO, ou seja, álcool sem água, podendo haver flutuação nesse percentual de 1% para mais ou menos. Muitos veículos que circulam no país têm mais de 10 anos de uso e muitos deles não fazem as devidas manutenções no sistema de combustão, provocando desgaste das peças e contribuindo para o mau funcionamento do veículo. Tanque sujo, crosta na tubulação de abastecimento e circulação, sujeira no sistema de alimentação e, às vezes, água no sistema de injeção, provocando oxidação das partes que contém ferro. O porquê da água no sistema – por conta da condensação do ar no tanque de combustível, que, por falta de manutenção, ocasiona a entrada de H²O no sistema e nos bicos injetores, fazendo com que o veículo venha a falhar na combustão. Hoje os veículos são dotados de sistema de injeção de última geração, com bicos injetores de espessura finíssima e bombas de combustível imersas no tanque. Vale salientar que, quem anda com carro com pouco combustível, a incidência de ocasionar dano do sistema de injeção é maior do que quem anda com tanque cheio.

VSM – Quanto à distribuição e venda de combustíveis da base até o posto, quais as possibilidades de fraudes?

petrobrasMarcelo Lira:  No Brasil existem duas modalidades de distribuição, CIF e FOB. No sistema CIF quem transporta é o próprio dono do posto e no sistema FOB quem transporta são as transportadoras conveniadas pelas distribuidoras. No sistema CIF não tem lacre de controle nos tanques do caminhão e no sistema FOB são lacrados com lacres numerados que correspondem ao da Nota Fiscal emitida para o posto. Ambos sistemas vão com BOLETIM DE CONFORMIDADE da distribuidora, que é um documento que comprova a idoneidade do produto, teor alcoólico, massa específica, temperatura de ensaio, etc.; e deve ser conferida pelo posto antes do descarregamento. No sistema FOB é muito difícil a chamada adulteração, pois a lacração e o encaminhamento da numeração vai junto com a NFE. Hoje em dia, “batizar” combustível sai mais caro que vender honestamente, pois no caso o NAFTA, solvente de teor carburante parecido com a gasolina, é mais caro que a própria gasolina e sua volatilidade é 20 vezes maior. Misturar com álcool etílico, que é mais barato que a gasolina, também se tornou impossível, pois a gasolina tem corantes específicos que detectam quando o álcool hidratado se mistura a ele, ficando branco, da cor de leite.

VSM – Então como pode ocorrer essa adulteração?

Marcelo Lira: O que ocorre hoje, não é a adulteração no combustível em si, gasolina mais especificamente, mas a manipulação dela em alguns postos. Os meios usados para enganar o consumidor são tecnológicos. Hoje, as bombas são eletronicamente monitoradas pelos sistemas de automação e existem meios de manipular, através de chips e placas eletrônicas que são colocados nas placas mãe e que esses, acionados à distância, diminuem a quantidade de combustível que entra no veículo. O consumidor só vai perceber se for aquele contumaz cliente do posto, pois a verificação do consumo de seu carro vai fazer-lhe com que ache que o carango está consumindo demais.

VSM – O que fazer para coibir esse tipo de manipulação?

Marcelo Lira:  Os órgãos de fiscalização devem entrar também no mundo tecnológico e se aparelharem com equipamentos que detectem essas placas invasoras de bombas. Assim o consumidor estará seguro de que aquele posto é idôneo.

VSM – E sobre o biodiesel? Quais cuidados se deve ter?

Marcelo Lira – O nosso óleo diesel é composto de óleo diesel e biodiesel, produto carburante originado de óleos vegetais e a proporção chega hoje no Brasil, se não me engano, a 5% do volume de óleo diesel puro. Esse biodiesel é muito deteriorante e consequentemente cria-se uma espécie de “borra” nos tanques de combustíveis. Com a condensação do ar, cria-se uma lama no fundo dos tanques que, quando acionado pelo carro a diesel, vai para o sistema de injeção, passando antes pelos filtros de combustível. Acontece que a maioria dos motoristas só troca óleo do motor e esquecem de trocar os filtros de combustível, que são feitos em celulose. Com a mistura dessa lama e o papel dos filtros, as partes internas desses se dissolvem e viram uma “papa de gordura vegetal”, entupindo todo o sistema de transmissão dó óleo diesel, como se fosse um colesterol nas tubulações. Quando ocorre isso, o carro falha, para de funcionar e o motorista acusa o posto de adulteração.

VSM – Por que a gasolina é tão cara no Brasil?

Marcelo Lira – A gasolina é refinada nas bases autorizadas do Rio e Bahia, passando de processo bruto para refinado. Isso tem um custo de produção, que gera despesas logicamente, mas essas despesas já estão computadas no custo da mercadoria e desse custo gera o valor do produto refinado. A partir desse valor é que vão ser somados os impostos e contribuições incidentes sobre o combustível, que são 31% custo de refino da Petrobrás, 13% custo do Etanol Anidro, 29% ICMS retido na fonte, 10% CIDE/PIS/PASEP/COFINS, com composição de 73% gasolina e 27% álcool anidro, variando esse percentual entre os produtos de gasolina comum (27%), aditivada (27%) e Premium (25%).

É importante abrir os olhos dos consumidores a respeito dessas informações. Nem sempre acusar o posto é a causa do problema. Precisam também fazer as manutenções, coisa que a maioria dos brasileiros esquece ou acha que não precisa.

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Como organizar seu evento: contratação das atrações

Chegou a hora de falarmos sobre a contratação de bandas ou atrações musicais.

Muitos fazem acertos errados baseados em apostas arriscadas e acabam com contas para pagar e alguns problemas de imagem.

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O primeiro passo é mesclar. Bandas consagradas com bandas revelação. Tenha muita paciência pois este é o momento onde o quanto você pensa em gastar deverá se transformar em quanto vai realmente gastar. Mas existem outros problemas. Um deles é saber escolher a mesclagem dessas bandas para não repetir gêneros.

Antes é bom informar que você pode investir mais em uma atração principal para o sábado. Fuja da tentação e da ideia de colocar uma banda de ponta na sexta acreditando que terá público de fora. Os motoclubes, na sua grande maioria, rodam no sábado e buscam pagar apenas uma diária de hotel. Isso muda se for feriado, ai a estratégia muda pois além das bandas terá que pensar o que os visitantes vão fazer durante o dia. Mas isso é outro assunto.

Ao escolher uma banda que traz muita gente, trate logo de conseguir o dinheiro e pagar antecipado para garantir a agenda. No contrato cuide de deixar acertado os custos com transporte, alimentação e hospedagem. Minha dica é fechar um pacote onde esteja tudo incluso. Você acerta um valor com tudo incluso, paga e não se preocupa mais com isso.

As demais bandas são revelação. Aqui você vai precisar pedir vídeos e áudios da banda. Exija que o áudio seja com boa qualidade. A maioria das gravações é feita em celular e durante os shows e a qualidade é bem ruim. Se a banda não consegue te enviar um material de qualidade, dispense e diga por quê.

Ao escolher a banda que precede a principal faça a mesma coisa. Feche o pacote e pague tudo na data combinada, antes do evento acontecer.

Você pode abrir espaço para bandas locais e isso é muito válido, mas elas precisam serem boas. Minha sugestão é ouvir os garotos tocando em alguma festa ou ensaio. Escolha uma, acerte o valor e peça para ensaiarem um repertório previamente acertado com você. Assim não terá surpresas e a banda, com o tempo, e, os ensaios, ficará cada vez melhor e mais afinada e não irá decepcionar.

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Feito isso, vão aqui mais algumas dicas do que NUNCA FAZER:

1 – Nunca pechinche preço de banda. Se não pode pagar, agradeça, lamente não ter a grana, mas nunca pechinche, isso é considerado uma grande falta de respeito para com o trabalho do artista. Agora, se o artista te propor um desconto e ele estiver dentro do seu orçamento no preço final, feche.

2 – Nunca acerte para pagar a banda depois do show. É um risco grande e se não tiver a grana na hora, terá problemas. Se for pagar a banda em duas parcelas, faça a metade antes e a outra metade em dinheiro no momento que a banda chegar. Pegue recibo, assinatura de duas testemunhas da própria banda e manda ver.

3 – Nunca deixe de fazer um pequeno contrato deixando clara as condições da contratação e do pagamento e as multas previstas para ambos, caso venha a ocorrer algum destrato.

4 – Peça o mapa de palco e saiba que a maioria das bandas não carrega alguns equipamentos como caixa de retorno, bateria etc. Se liga nisso para saber se seu custo vai aumentar ou não. Aqui você pode negociar, mas nada de criar um climão com a banda. Artista que vai tocar insatisfeito faz show ruim e isso será a última coisa que seu evento precisa.

5 – NUNCA, MAS NUNCA MESMO, peça para a banda tocar de graça. Muitos organizadores de primeira viagem acreditam que as bandas estão ‘doidas’ pra tocar e não é bem assim. Alguns tentam fechar com bandas dizendo que “estão abrindo espaço para que elas possam ser contratadas para outras festas, etc” – Isso é um pecado mortal. Não se faz esse tipo de proposta. Se não pode pagar, agradeça e busque outra solução. Mas se seu evento é top, vão acontecer de que algumas bandas peçam espaço para tocar. Se a banda for boa, aceite e, pelo menos, seja gentil ao ponto de oferecer um jantar ou algumas cervejas como agradecimento. Seja gentil, eles não vão esquecer.

Bom evento! Por que o melhor encontro do mundo é o seu!

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logo_onlineO Você e Sua Moto produziu três edições do Iguatu Moto Fest e uma edição do Iguatu Moto Week – o maior evento motoclubista do Ceará. Na lista existem os motoindoor de Quixadá (em parceria com Motosnet)  e Ubajara; a série de eventos experimentais The Eagle Bike Show, Eusébio Moto Fest 2015, Iguatemi Biker for Like, Outbikers Off Outlet, Várzea Alegre Moto Fest dentre outros voltados para o mototurismo e eventos de ações sociais. Nossa intenção com esta série de matérias é ajudar com dicas importantes para que seu evento motoclubista seja um sucesso.

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A história da Kawasaki – terra, ar, água e motos!

O que pode acontecer se você juntar em uma mesma empresa detentora de alta tecnologia para a construção de barcos, motores de aviões, foguetes, trens e transatlânticos vários talentos para fabricar algo realmente novo?

Agora imagine pegar um membro de cada área dessas e dizer – “façam uma moto, criem uma lenda que supere tudo que existe de melhor, reinventem, façam algo totalmente novo!” Imaginou? Pois é, você acaba de saber como nasceu a Kawasaki Motorcycles.

A Kawasaki juntou especialistas de várias áreas em soluções para mobilidade humana – na terra, no mar e na água para colocar fogo no mercado de motocicletas. A decisão de fabricar motos foi tomada por conta do crescimento da preferência por motos no EUA,  um mercado promissor e carregado de amantes de duas rodas. O mundo queria ser livre e rodar sem destino e precisava de motos. Foi isto que a Kawasaki fez. Deu-lhes asas.

O desafio começou quando a Kawasaki montou duas equipes independentes e deu a cada uma delas uma missão. Uma faria o desenvolvimento de uma moto de dois cilindros e a outra poderia ousar e assim saiu uma moto de três cilindros que seria o primeiro sucesso de vendas da Kawasaki.

Kawasaki –MACH III

Em 1968, em plena era do Rock in Roll os engenheiros da divisão de aviões da Kawasaki fizeram a primeira moto de alto desempenho que consistia em uma arquitetura baseada em três cilindros. A MACH III tinha 60 cavalos de força e 500cc e motor de dois tempos. Lançada em 1969 a MACH III foi a motocicleta de maior produção no mundo – naquela época.

No início foco da Kawasaki sempre foi o mercado americano e foi nele que ela se desenvolveu e saltou da quarta posição entre as japonesas para hoje ser a marca que possui a moto mais rápida do mundo, desbancado mais de uma década de reinado da Suzuki Hayabusa. Na realidade a Kawasaki precisava ousar e despejar toda sua ‘expertize’ na fabricação de motores poderosos para competir com as já gigantes Yamaha, Honda e Suzuki.

O maior desafio seria colocar tecnologia, potência, desempenho e um apelo visual em um pequeno motor, já que eles tinham conhecimento suficiente para fazer motores enormes, como turbinas para Jumbos, transatlânticos e trens-bala.

 

Apesar do enorme sucesso já na primeira moto a Kawasaki achou que ainda era pouco e mandou ousar mais. Três anos depois, em 1972, lançaram a Z1 900 nos EUA. A moto tinha quatro escapes independentes e quatro cilindros que forneciam 100cv de potência. A Z1 900 ainda não era uma moto esportiva e muito menos estava pronta da ganhar corridas.  Faltava isso para vender mais motos e assim continuaram ousando.

Depois que a versão de corrida dessas motos ficou pronta contrataram um inglês chamado Pridmore para correr pela Kawasaki e a sequência de vitórias começou. Em 1977 e 1978 com a moto Z1 (tinha 900cc e mais de 136cv) feita para corridas e depois comercializada no mercado a máquina de cor verde começava a dizer ao mundo a que veio. A Kawasaki foi a última das quatro grandes marcas japonesas a entrar no ramo de fabricante de motocicletas e a primeira a ser campeã e bicampeã do campeonato promovido pela Associação Americana de Motociclismo a AMA.

Em Setembro de 1980 a kawasaki inovou mais uma vez e apresentou ao mercado a GPz 900R uma máquina de 900cc, motor DOHC de 16  válvulas com 90 cavalos de potência. A equipe americana queria que a nova moto se chamasse NINJA em virtude acharem, naquela época, que ser um ‘ninja’ era o mesmo que ser um Superman, portanto invencível.

A Kawasaki adotou a ideia e junto com ela veio outra – a GPz 900R era na realidade vermelha e precisaria adotar uma cor que chamasse a atenção e marcasse a moto de longe. Escolheram o verde-limão. Porém existia uma supertição de que a cor verde-limão não traria boa sorte nas pistas e muito menos vitórias, mas a Kawasaki apostou no projeto e não na supertição e seguiu em frente.

GPz 900R na cor Verde-Desafio!

Eles criaram não apenas mais um verde comum, eles criaram sua própria cor que hoje é marca registrada das Kawasaki no mundo todo. A cor exclusiva da Kawasaki  ainda hoje é composta de nove partes de amarelo e uma parte de azul. Esta cor recebeu o nome de “verde-desafio” da Kawasaki como chamaram os japoneses em resposta aos que tinham supertição em relação ao verde para motos de corrida.

Depois da mudança de cor – de vermelho para ‘verde-desafio’ era hora de criar uma lenda e assim nasceu a Ninja que trazia o primeiro motor da Kawasaki refrigerado a água. A primeira geração de Ninjas produzia 115 cavalos de força com 900cc e centro de gravidade mais baixo e uma velocidade máxima de 240 km/h. Não existia nada mais rápido do que isso naquela época.

Quando os engenheiros da Kawasaki tiraram a moto para a primeira volta de testes tomaram um susto – a sensação em cima dela era como estar parado em um deserto onde se ouvia apenas o barulho do vento. Segurança e desempenho, pilotagem equilibrada e arrojada eram o tom dos primeiros testes. A primeira Ninja foi a primeira moto a incorporar um sistema de arranque computadorizado ou o que chamamos hoje de injeção eletrônica. Fazer um computador controlar aceleração, velocidade e consumo nos anos 80 era um feito inédito e muito arrojado para a época.

Na Década de 90´, chegava a ZX11 que trazia incorporada uma tecnologia americana chamada de ‘RAM AIR’ – que nada mais é do que fazer com que a entrada de ar forçado pela velocidade conferisse à moto mais potência e melhor desempenho – quanto mais ar entrava mais a moto desenvolvia velocidade e despejava potência. Esta foi a primeira motocicleta com esta tecnologia incorporada no mundo. A ZX11 tinha 160cv e chegava a velocidade máxima de 295 km/h.

Mas ainda era pouco para a Kawasaki. O desafio seria superar a Hayabusa e ser a moto mais rápida do mundo e para isso eles fizeram uma super Ninja chamada ZX14 com motor de 1.4 litros, 200cv e que vai de zero a 100 km/h em dois e meio segundos.

Para quem não sabe a Kawasaki também inventou o jetsky ou moto aquática. Acontece que ela detinha a patente da invenção e durante um tempo apenas ela pôde fabricá-lo. Porém acreditando que não se pode competir sozinho a Kawasaki liberou a patente e ainda hoje, também na água, reina na ponta com os jets mais rápidos.

É, meus amigos, isso foi o que deu juntar especialistas de vários elementos da natureza para fabricar uma moto. De hoje em diante, quando você olhar uma Kawasaki passando vai saber que ali estão terra, água, ar e fogo, ou melhor: terra, água, ar e uma supermoto.

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A ressaca pode te derrubar, motociclista!

Dr. André Pereira em primeiro plano em viagem com os amigos

Dr. André Pereira, em primeiro plano, em viagem com amigos. “Nada de beber viajando! E quando parar, cuidado para não sofrer e correr riscos com a ressaca.” Destaca o cardiologista e motociclista

Nem todo mundo tem problema com ressaca, mas quem tem sofre e mesmo quem não tem sofre de outra forma. A bebida causa desidratação e o organismo leva horas para eliminar o álcool e tudo que você jogou para dentro durante a festa. A ressaca e seus efeitos podem te derrubar, inclusive da moto.

Não basta apenas estacionar a moto no hotel e beber, dormir e depois acordar e pegar a estrada. Para evitar a ressaca você precisa tomar alguns cuidados importantes. Apesar de cada organismo reagir de uma forma diferente, aqui vão algumas dicas que podem te ajudar.

O Você e Sua Moto conversou com o Dr André Pereira, Motociclista, Cardiologista e Terapia Intensiva. O Dr. André (Dedé como é mais conhecido entre os motociclistas) explica em detalhes em uma linguagem fácil de entender por que a ressaca pode ser ainda pior do que você pensa. Mesclamos os áudios no texto da matéria para que você possa ouvir os conselhos do médico-motociclista.

ÁUDIO 1 – “Dr André Pereira, Motociclista e Cardiologista e Terapia Intensiva – O Mito da Ressaca”

Antes de beber tome água. Ela ajuda a diluir o efeito da bebida, inclusive a cerveja.

Bebidas destiladas requerem que a cada três doses um copo de água seja tomado, pois ajuda a eliminar o álcool.

O fígado sofre e trabalha mais pois precisa metabolizar o álcool e isso ajuda a queimar algumas de suas reservas, inclusive açúcar.

ÁUDIO 2 – “Estudo na Inglaterra comprova os malefícios da ressaca – Dr André Pereira, Motociclista e Cardiologista e Terapia Intensiva”.

Comer enquanto bebe é uma boa alternativa, mas precisa tomar cuidado com isso. Alguns tira-gostos e petiscos pesados darão ainda mais trabalho ao sistema digestivo e isso inclui o fígado que já está na luta para eliminar o álcool. A dica é tira gostos a base de frutas ou de petiscos leves. Uma cachacinha com frutas cai bem, mas cerveja com feijoada…. é pesado.

Antes de parar de beber e ir dormir é bom fazer uma refeição leve. Um suco, uns caldos caem bem. Beba água antes de dormir.

Pela manhã beba um copo d’água em jejum. Se puder tome pelo menos 300 ml de água. Isso vai ajudar a acelerar o metabolismo do organismo que esteve lento à noite em razão do sono. Esse copo d’água ajuda inclusive a reduzir o efeito de álcool no sangue.

ÁUDIO 3 – “Não é só o bafômetro! Dr André Pereira, Motociclista e Cardiologista e Terapia Intensiva”

No café da manhã, acorde cedo. Alimente-se a base de frutas e proteína e depois volte ao quarto e descanse por pelo menos uma hora. Tome um banho, beba água e prepare-se para pegar a estrada.

Nas paradas uma Coca-Cola vai bem. Ela tem sal, açúcar, água e a cafeína um estimulante semelhante a Taurina presente nos Red Bulls. Além disso ela ajuda a reter líquido o que reduz o efeito da desidratação resultante da noite de bebedeira.

ÁUDIO 4 – “O álcool e a hipoglicemia – Dr André Pereira, Motociclista e Cardiologista e Terapia Intensiva”.

Lembre-se que antes de pegar a estrada você precisará estar pelo menos oito horas sem beber, mesmo tendo seguido todas as nossas dicas. Não esqueça que o álcool ainda estará no seu organismo e inclusive nos seus pulmões e são eles que vão mandar a informação que ainda tem álcool no sangue quando a polícia te parar e pedir o teste do bafômetro.

ÁUDIO 5 – “O Estudo publicado no jornal inglês The Telegraph – Dr André Pereira, Motociclista e Cardiologista e Terapia Intensiva”.

Dr. André Pereira e sua esposa, Thais Matos. Motociclistas também.

Dr. André Pereira e sua esposa, Thais Matos. Motociclistas também.

Alguns amigos perderam a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) por isso. Beberam, dormiram e se alimentaram mal; tomaram café às pressas e ainda desidratados pegaram a estrada debaixo de quilos de equipamentos e sob um calor dos infernos. Tudo isso tira reflexos, causa sono e se somar desidratação com hipoglicemia será chão na certa. O resto você sabe o que pode acontecer.

A festa não termina quando você dorme, se você bebeu. Ela ainda continua no seu organismo por algumas boas horas e você precisa ajudar a desmontar todo o álcool que você bebeu.

A festa não acaba quando termina. Ainda tem uma estrada pela frente. E festa boa é quando você chega na sua casa em paz, inteiro e sem perder sua CNH, sua moto e sua vida.

ressaca

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Ilha de Man – Um pouco da história da corrida de motos mais antiga do mundo

Em 1906, num jantar comemorativo no clube inglês, Auto Cycle Union, surgiu a idéia de uma prova motociclistica longa e em estradas. Como era proibido na Inglaterra, a corrida seria realizada numa ilha do mar da Irlanda, onde havia travessia por ferry-boat.

Essa era a Isle of Man !  A idéia recebeu todo apoio do governo independente da ilha, que já tinha uma prova de automobilismo internacional ! 

O circuito “oficial” da prova é chamado de Montanha , com 60, 739 Km (!!!) de extensão. Para as motos da época, foi criado um circuito menor, chamado de St. John, com apenas  25 km !Para a primeira corrida, o regulamento era o seguinte:  Moto de turismo, com dois freios, silenciador, jogo de ferramentas e um banco solo. Foram criadas 2 categorias : motos de um cilindro com consumo de 33 Km / l e de dois cilindros com consumo  mínimo de 25 Km / l. No resto valia tudo, desde peso, cilindrada, etc.

Em 28 de maio de 1907 acontece o primeiro Tourist Trophy !!

A prova teve 10 voltas, num total de 250 km, e foi vencida, na categoria monocilíndrica,  por Charles Collier, com uma Matchless (ele era o dono da fabrica !) abrindo uma vantagem de mais de 10 minutos   sobre o 2º e  3º colocados , que correram de Triumph !

Charles Collier (na frente) e Harry Collier e suas AJS – Matchless

A categoria bicilindrica foi vencida por Rem Fowler, com uma Norton equipada com motor Peugeout, que mesmo com mutios tombos, pneu furado, e outras peripécias,  chegou com 30 minutos de vantagem. Sua média foi de 69 Km / h !

A corrida era contra o relógio, ou seja vencia quem fizesse o percurso de 10 voltas em menos tempo. A prova era do piloto e sua moto contra a estrada ! A largada era aos pares. Não existia estratégia de corrida e retardatários. Os adversários de cada um eram os buracos, muros, e as estradas estreitas e poeirentas !!

Largada aos pares.

Isso sem contar com o clima da ilha, que era úmido e frio. No meio da prova o piloto poderia topar com um repentino e denso nevoeiro, uma chuva fina e fria e logo após encontrar sol novamente !

Já em 1909, a corrida teve uma média de 79 Km /h vencida por Harry Collier (irmão de Charles) , com uma Matchless . Já não havia mais as categorias separadas. 

Lister Cooper com sua Triumph 3,5 hp em 1908

Em 1911, o circuito adotado foi o da Montanha com seus 60 Kms. Nesse ano houve a primeira vitória de uma moto não inglesa. Foi vencida por uma Indian americana, que aliás também fez os 2º e 3º lugares.  Essa moto era muito moderna e evoluída , e tinha um câmbio de 2 marchas (!!!), o que lhe dava enorme vantagem nas subidas longas do percurso da Montanha !

O circuito da montanha tem 256 curvas, e retas de até 6 Km, com muitas pontes, saltos, paredões, subidas e outras armadilhas !! 

(clique aqui para ver o mapa do circuito)

As categorias seriam : Light 250 cc, Júnior 350 cc e Sênior 500 cc.

A esta altura, o evento já era tradicional e tinha um forte apelo turístico e economico para a ilha. As fabricas, sentindo sua importancia, começaram a investir pesado na competição. BMW, Norton, Triumph, Moto Guzzi, Gilera, … todos queriam vencer !

Veio então a 2ª Guerra Mundial.  O T T da Isle of Man parou !

Em 1947, recomeçam as provas.  Foi vencida por uma Norton 500, pilotada por Harold Daniell , com média de 133,2 Km /h.  Essa vitória da Norton 500, deu origem à série especial , a Norton Manx , como são chamados quem nasce na ilha !


John Surtess pilotando uma Norton Manx

Na década de 50 , mais mudanças em catergorias, motos, cilindradas, etc. Em 1957, na prova do Jubileu , 50 anos, o vencedor foi Bob Mclntyre, com uma Gilera 500 de 4 cilindros, percorrendo os 483 Km com média , pela primeira vez em sua história, acima das 100 milhas / hora , exatos 162,7 Km / h na volta mais rápida !! 

Largada na década de 50

A partir daí, a competição passou por um período de baixa. Com algumas fábricas como Gilera , Guzzi e outras , saindo da competição, um público pequeno, provas monótonas , … o brilho do Turist Trophy ficava esmaecido !!

Nos anos 60, os japoneses (sempre êles !) começam a participar com apoio oficial das fábricas. Foi a volta do glamour da Ilha de Man !!

Em 1967, a primeira vitória de uma japonesa, uma Honda 500, pilotada por ninguém menos  do que Mike “The Byke” Hailwood, com um recorde de média, de 108,77 mph ou seja 175 Km / h !!

Esse recorde permaneceu por 9 anos, só caindo em 1976, na prova vencida por Mick Grant, pilotando uma Kawasaki, com média de 176, 59 Km /h (109,82 mph) !

Derek Chatterton em 1976

A esta altura, o evento era um verdadeiro acontecimento mundial, sendo chamada de  Daytona européia !  A primeira semana de junho transformava a ilha na ” Meca do Motociclismo”, e era invadida por milhares de turistas !

Já havia prova de antigas, categorias desde 50 cc,  até protótipos malucos , como uma Suzuki de 12 marchas , e também o chamado Mad Sunday, onde a pista era liberada para os loucos (público) , que literalmente se destruiam pelo circuito !!

Em 1977 Phill Read faz seu retorno às pistas e vence a categoria Fórmula 1 de Man !

 

Em 1978, na categoria principal, a superbike, uma Kawasaki 750, pilotada por Mick Grant é a grande estrela !!  Foi a primeira vez que o tempo por volta baixou dos 20 minutos !  Na classe Fórmula 1, a vitória é de Mike Hailwood com uma Ducati  Desmo 750 !

Mike Hailwood

Em 1979, Mike, The Byke dá o troco em Mick Grant, e baixa o tempo para 19 min e 45 s, com uma Suzuki 500 , com média de 183,69 Km / h , na categoria superbike !!

 
Giacomo Agostini

Alguns números:

Maiores vencedores:

Joey Dunlop –  26 vitórias em 78 participações 

Mike Hailwood – 14 vitórias em 34 participações

Steve Hislop – 11 vitórias em 26 participações

Giacomo Agostini – 10 vitórias em 16 participações

Phill Read – 8 vitórias em 33 participações

John Surtess – 6 vitórias em 11 paricipações

Vitórias por marcas:

Honda – 111 vitórias – 2435 provas que chegou até o final.

Yamaha – 105 vitórias – 4045 provas até o final

Norton – 43 vitórias – 1577 provas até o final

MV Augusta – 34 vitórias

BMW – 30 vitórias

Suzuki – 28 vitórias

(clique aqui para mais detalhes)

As provas acontecem até hoje, e graças aos pilotos arrojados e malucos, raça que nunca deixará de existir,  irá viver por muito tempo !!

A pista continua com suas armadilhas e perigos, mas isso é que faz desta prova uma aventura especial, um desafio à habilidade e coragem de poucos !!

Os próprios Manx (habitantes da ilha), suportam heróicamente a invasão e , baderna dos motociclistas, pois sabem da sua importancia economica e também por ter muita honra e orgulho de sediar a mais antiga das competições de motocicletas !!

A eles , aos participantes ,e aos vencedores o que importa é manter vivo o “Tourist Trophy “!!

Só quem já recebeu a estatueta do deus grego Mercúrio sobre uma roda alada (o Troféu do Campeão) , sabe o que é a verdadeira glória da vitória na prova mais tradicional e carismática do motocilcismo mundial,

 O “Tourist Trophy” de “Isle of Man” !!

Por Ricardo Pupo

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Educação de Trânsito: O fim de semana começa e não sabemos quem chega vivo na segunda.

Moto_e_OB_3_22_02-620x348O capacete salva vidas, certo? Mas pouco adianta cobrir a cabeça e deixar o resto de fora. Os números dos acidentes com moto mostram que falta ainda muita coisa para que o problema venha a ser resolvido.

Segundo o Dr. Lineu Jucá, diretor do Centro de Traumatologia do Instituto Dr. José Frota de Fortaleza (único hospital especializado em traumas), 64% dos acidentes com moto sofrem lesões nos membros inferiores, 34% nos membros superiores e 32% na cabeça. Dos que sofrem traumas na cabeça quase 60% deles não estava usando capacete ou não o usavam corretamente, ou seja: cinta destravada, capacete usado como chapéu e por aí vai.

De todos os acidentes com motos no Estado do Ceará, cerca de 6 em cada 10 acidentados não possuíam habilitação e 80% deles haviam ingerido bebida alcoólica ou estava sob efeito de drogas.

Os números sugerem várias ações corretivas que nada mais são do que paliativos que pioram  mais do que podem trazer algum benefício de redução de acidentes e mortes. Para ter uma ideia, cerca de 80% dos leitos da UTI do IJF – Instituto Dr. José Frota de Fortaleza são ocupados por acidentados com motos e este número cresceu absurdamente ao ponto de quase dobrar em relação a 2009.

Porém, estes números se analisados de forma correta e sem paixões, irão mostrar que se houvesse fiscalização e educação grande parte desse número seria reduzido.

Como o Estado não faz a parte dele como deveria e a parte que lhe cabia foi transferida para o município, nada muda e só piora. O município recebeu a incumbência de fiscalizar, sinalizar e punir os infratores de trânsito, mas não faz na sua plenitude ou de forma nenhuma. Os motivos são vários e vão desde razões políticas, passando pela corrupção e chegando, em grande parte, ao descaso.

Enquanto a fiscalização não acontece como deveria, restam ações paliativas. Uma delas está relacionada a reduzir os danos em caso de acidente e é bem simples. Partindo do princípio que os acidentes só irão aumentar na proporção semelhante que aumenta a frota e nenhuma ação mais rígida de fiscalização será feita, resta proteger o motociclista.

Nas CIPAs – Comissões Internas Para Prevenção de Acidentes existem os EPIs – Equipamentos de Proteção Individual os quais são fornecidos pelas empresas e seu uso exigido pelos empregadores. Tais equipamentos possuem tributação diferenciada. Agora, se partirmos desse pressuposto e seguindo a mesma linha de raciocínio: caneleiras, capacetes, cotoveleiras, luvas e air-bags individuais deveriam ser isentos de impostos ou ter tributação diferenciada. Mas não são.

A receita é: educar e fiscalizar. Enquanto isso não acontece os acidentes vão continuar ocorrendo. Porém uma pequena atitude que não iria gastar mais que algumas linhas para salvar várias vidas ou pelo menos lhes dar uma segunda chance. Bastariam que isentassem de impostos os EPIs relacionados à segurança do motociclista – luvas, botas, caneleiras, capacetes e air-bags. Isso sim seria uma medida que teria total aceitação no meio e quem sabe ajudaria a educar o motociclista a ser mais prudente, quando menos, salvaria vidas.

A educação de trânsito precisa ser matéria nas escolas municipais, estaduais e particulares. A sexta começa e já se sabe que alguns não chegarão vivos na segunda e que boa parte deles morreu pelo uso incorreto dos equipamentos de segurança.

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O novo sotaque do segmento de duas rodas

Me diga que região é essa que fica lá na ‘caxaprego’(*), depois da ‘baixa da égua’ cheia de ‘sustança’, onde o povo é ‘pai dégua’ e é ‘só mi?’

Este lugar tem 58 milhões de habitantes, 13 milhões de lares, tem cidade que representa o segundo maior PIB agrícola do Brasil; um dos maiores exportadores de frutas do mundo, autossuficiente em combustível, tem os principais destinos turísticos, os dois melhores carnavais de rua do Brasil e algumas das mais belas praias do mundo.

Bom, eliminando Centro-Oeste e Norte ainda restam as regiões Sul e Sudeste. Mas não é nenhuma delas.

‘Boneco’ à parte e sem ser ‘presepeiro’ a região é a Nordeste. Isso. A região que antes era um estorvo para o Brasil, motivo de grande migração para São Paulo e Rio de Janeiro é a que mais cresce no Brasil,  mais consome e que possui a maior frota de motocicletas do país. O índice de venda de motos de grande cilindrada nesta região supera tudo que se pode imaginar em projeção de crescimento. Na projeção, em breve, o Nordeste deverá ser a região que mais comprará motos de grande cilindrada.

‘DIABEÍSSO?’

Recentemente uma matéria veiculada do Jornal Diário do Nordeste divulgou que Fortaleza, Capital do estado do Ceará, possui a terceira maior frota de motos no País, com cerca de 188.500 veículos emplacados, perdendo apenas para São Paulo e Rio de Janeiro, conforme dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Em todo o Ceará, são mais de 845 mil motocicletas, a maior quantidade do Nordeste.

Nesta conta não está incluída aqui a venda de Cinquentinhas. Se elas forem adicionadas a estatística, o intervalo para o primeiro colocado diminuirá ainda mais e no caso de Fortaleza ela passaria a disputar moto a moto com São Paulo capital.

Quando ampliamos a área geográfica e pegamos o Ceará como referência ele será classificado como tendo a segunda frota do Brasil e será o estado do Nordeste que mais vende motocicletas, à frente inclusive de estados ditos ricos como Bahia e Pernambuco.

E não é só em motos que estes números são superlativos. A maior frota de carros 4×4 está no Nordeste que lá todo mundo chama de Hilux, independente da marca que realmente é.

‘ARROCHANDO O NÓ’

Algumas coisas precisam mudar e preconceitos precisam ser deixados de lado ou simplesmente engolidos e esquecidos. Ainda se pensa, erradamente, que as cidades do interior do Nordeste são carentes de tudo. Sim, ainda existem carências, mas elas estão mais no campo da Saúde e da Administração Pública do que nas áreas onde não se depende delas para poder crescer ou sobreviver.

Uma delas está na forma como os fabricantes vendem motocicletas. Está tudo errado. A forma como o nordestino compra é bem diferente da do sudestino. Começa pela forma como a divulgação é feita. Apenas a Honda tem sua publicidade regionalizada. Regionalizar é vender falando a língua local; é misturar-se ao povo; fazer parte dos seus costumes e festas e, isso a Honda faz muito bem e há anos.

O Brasil não é mais apenas o Sudeste e o Sul do Brasil. O Brasil é o Nordeste também e quem pensa em expandir vai ter que rever conceitos, preconceitos e mudar – inclusive fisicamente.

Engana-se também quem pensa que o Nordeste é fruto apenas da mistura de afrodescentes, portugueses e indígenas. A região é muito marcada pela colonização francesa, holandesa, espanhola, árabe e pasme – inglesa. Desta última resultam algumas expressões bastante interessantes como, por exemplo: ‘ISPILICUTE’ que significa uma pessoa ‘Engraçadinha, divertida, bonita’ e que é originária do inglês “She’s pretty cute”.

Na movimentação interna, muitos nordestinos pegaram o caminho de volta vindo do Sudeste e do Sul (descartando aqueles que o Gugu traz de volta). Outra nova onde de migração está trazendo grande quantidade de gaúchos, paranaenses e catarinenses, além de nisseis para plantar frutas de várias espécies e soja no cerrado. Além destes estão vindo os paulistas que montam empresas e indústrias na Terra de Padim Ciço.

LUGAR ‘ARRETADO’ E BOM PARA SE ‘ESTRIBAR.’

O nordestino é um povo hospitaleiro, que gosta de novidades, viver na rua (são 300 dias de sol por ano), festas, amigos, por cadeira na calçada e acima de tudo – são um povo tradicionalista e conservador principalmente em relação a marcas. Não demora muito para você descobrir por que se fala que “Honda é cheque” (vende fácil), mesmo não sendo ela a melhor moto em todas as categorias. O melhor é que eles sabem disso, mas a tradição da segurança no fornecimento de peças e facilidade de venda faz com que ela continue firme, forte e praticamente inabalável.

As novas marcas que entram no Nordeste do Brasil não tiram vendas da Honda, mas pegam uma parte do mercado que precisa de uma moto barata e/ou que ele possa pagar. E ainda tem aqueles que querem uma moto melhor, mesmo sabendo que ela na é tão “cheque” assim – uma minoria.

A sorte da Honda é que essas novas marcas sempre erram no pós-venda, na preparação do seu pessoal e acabam gerando o que chamamos no Nordeste de “Efeito Sundown” – ou seja – motos baratas, crédito fácil, sem pós-venda e de repente desaparecem deixando seus clientes lutando para mantê-las funcionando. O mesmo acontece com importadores de motos chinesas. Vendem muito, mas esquecem do pós-venda. E como dizem aqui acabam tendo que “rebolar a moto no mato” – que numa tradução livre seria ‘jogar no lixo’.

No segmento de motos grandes (a partir de 650cc), as preferidas pelos nordestinos são a Suzuki, Honda e Kawasaki. A Kasinski, apesar de admirada aqui, ainda sofre com uma imagem deixada pelas primeiras revendas de ser uma moto de manutenção cara e com problemas de fornecimento de peças, mesmo caso das Suzuki na categoria ‘Small Bikes’. A Harley-Davidson tem público fiel apenas na região litorânea.

Recentemente a tradicional vaquejada perde espaço para o MotoCross. É impressionante a quantidade de participantes, e maior ainda a do público interessado neste esporte.

 ‘GUARIBANDO’ A COISA.

Fabricantes, financeiras, empresas de comunicação e autoridades precisam lançar um novo olhar sobre o Nordeste e entender que sem regionalizar as vai ficar mais difícil vender. Um exemplo de uma visão de futuro correta, quanto a essa adequação, é o nome de uma moto BMW, vendida na Europa, batizada de ‘Sertão’.

Os meios de comunicação estão abrindo canais diretos com o Nordeste para não perderem um grande público. Um exemplo disso acontece no Ceará. Uma TV regional – Tv Diário canal 22 – obtém números de audiência que chegam a incomodar a gigante Globo. As pessoas querem saber cada vez mais sobre o que está ao alcance delas, sobre suas comunidades do que sobre o que acontece na Faixa de Gaza ou na Grécia.

Por conta disso o site ‘G1’ abriu editorias e dá destaque a matérias que vem dessa região. Recentemente foi colocada em evidência a aprovação de um cearense para o MIT – consagrada universidade tecnológica americana e uma das cinco melhores do mundo dona de um dos vestibulares mais complicados da Terra.

NA TERRA DO JUMENTO A POTÊNCIA AGORA É MEDIDA EM CAVALOS

O Nordeste que conhecíamos formado por esquálidos, famintos, retirantes, miseráveis e analfabetos está bem diferente.

É agora uma terra de oportunidades em todos os segmentos de negócios. É um povo que gosta de consumir. Quem sabe você não encontra lá aquela oportunidade que você estava atrás?  A receita é simples: lance um novo olhar e vai descobrir.

O Nordeste é um bom lugar para morar, se divertir e, claro, ganhar um bom dinheiro. Basta rever conceitos, preconceitos e falar a língua deles. E se o seu negócio é duas rodas, já está perdendo tempo e dinheiro.

Como dizem por lá: “Se você não se ‘rebolar’, ‘arregalar o olhos’ e ‘arrochar o nó’ caçando ‘galinha-morta’; vai ‘dançar debaixo do boi’, ‘torar dentro’ e acabará ‘liso’ ou quebrando tão forte que vai ‘dar na piçarra’”. Não ‘bote boneco’. E se você não entendeu nada do que eu escrevi em nordestinês tire a roupa da ‘cruzeta’ e vá por lá, ‘coma água’, more na ‘Aldeota’, deixe de ser ‘abestado’, se ‘avexe’, pegue uma ‘carritilha’ e vai descobrir. Um ‘maxurréi’ ‘estribado’ chamado Eike Batista já tá ‘engordando o mocó’ ‘lá nas brenhas’ do Ceará.

Dá licença que é hora de ‘capar o gato’ para dar o ‘grau nas vendas’ e ‘ficar estribado’. ‘Umbó, mah’?

(*)Para facilitar sua vida logo abaixo a tradução de algumas expressões presentes no texto:

  •  ‘Caxaprego’ – Lugar distante
  •  ‘Baixa da égua ’- Lugar distante
  •  ‘Sustança’ – Forte e saudável
  •  ‘Pai dégua’ – Bom demais
  • ‘Só mi?’ – Ótimo
  • ‘Boneco’ – Dependendo como se coloca na frase pode ser muita diversão ou aprontar uma.
  • ‘Presepeiro’ – Brincalhão ou atrapalhado.
  • ‘Diabeísso?’ – Espanto. O mesmo que “O que está havendo?”.
  • ‘Arrochando o nó’ – Pronto para fazer com toda a força.
  • ‘Arretado’- Coisa boa e correta.
  • ‘Estribado’ – Rico.
  • ‘Guaribar’- Arrumar, deixar bonito – upgrade.
  •  ‘Rebolar’ – Jogar, mexer-se no sentido de ir atrás de algo.
  • ‘Galinha-morta’ – Vantagem. O mesmo que “Negócio da China”.
  • ‘Dançar debaixo do boi’ – Situação vexatória.
  • ‘Torar dentro’ – O mesmo que “quebrar no tronco” ou “quebrar na base”.
  • ‘Liso’ – – A pior ofensa para um cearense. É muito mais que uma pessoa sem
  •  dinheiro. O liso está para o cearense assim como o “looser” está para o
  • americano.
  • ‘Dar na piçarra’ – Foi tão fundo que passou do asfalto.
  • ‘Cruzeta’ – Peça de pendurar roupas. Cabide.
  • ‘Comer água’ – Tomar bebida alcoólica.
  •  ‘Aldeota’- – É seguramente o maior bairro informal do Mundo. Os especuladores imobiliários passaram a chamar de Aldeota todo bairro novo.
  •  ‘Abestado’ – Otário.
  • ‘Avexe’ – Apressar-se.
  •  ‘Carritilha’ – No mar é o mesmo que ‘pegar jacaré’
  •  ‘Maxurréi’ – Cara, amigo, ‘ô meu…’
  • ‘Engordando o mocó’ – Ficando rico.
  • ‘Lá nas brenhas’ – Lugar distante e escondido.
  •  ‘Capar o gato’ – Ir embora rápido.
  • ‘Grau nas vendas’ – Melhorar as vendas.
  •  ‘Ficar estribado’ – Ficar rico.
  • ‘Umbó, mah?’ – O mesmo que “Vamos embora, amigo?”.
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Como organizar seu evento: o almoço de confraternização, popular 0800

O almoço de confraternização, popularmente conhecido como 0800, foi utilizado como ferramenta para trazer mais motociclistas para eventos e acabou viralizando de forma que há eventos onde o forte deles não é a programação, mas o fato de terem um almoço de alto nível onde chegam a servir até camarão.

Isso é bom e também é ruim. A parte boa é que todo mundo gosta de comer bem e se for de graça, melhor ainda. Porém os 0800 chegam a serem responsáveis por um terço do orçamento dos eventos motoclubistas e ele será mais caro e trabalhoso quanto mais pessoas estiverem presentes.

Motociclismo Responsável

Motociclismo Responsável

Como tudo que é gratuito o seu 0800 pode não agradar a todo mundo. Tem pessoas que não gostam de feijão, outros não gostam de feijoada. Alguns não comem churrasco de porco, frango e até carne de boi. Tem ainda quem não possa comer camarão, pois são alérgicos. Enfim, o ideal seria montar um buffet e dar um tíquete a cada um e eles escolherem o que gostariam de comer e a quantidade, mas isso tornaria seu evento ainda mais caro. Portanto, paciência e frio na barriga, pois pode acertar em cheio, como também pode errar feio.

O serviço de buffet precisa ter hora para começar e para terminar e não deve passar de três horas de serviço sob pena de, a cada hora que passa, a qualidade da comida deixar a desejar.

O 0800 só pode ser dimensionado de acordo com as confirmações e daí a página do evento no Facebook será um bom balizador para dimensionar quantas refeições serão servidas. Mesmo assim, sempre é bom acrescentar uma suplementação de 20% para suprir eventuais excessos de público. Para evitar os ‘penetras’ cadastre todos com pulseiras personalizadas e controle a entrada do evento. Se perder o controle da entrada vai ter prejuízo, a comida vai acabar mais cedo do que você pensa. Sem cadastro e sem pulseira não libere a comida. Deixe essa informação clara na inscrição ou através de aviso no Facebook do evento. Lembre-se de colocar tudo isso na conta do 0800. Se colocar apenas a comida e esquecer o restante vai descobrir mais tarde, além dos restos de comidas, contas a pagar.

Patrocinado

Patrocinado

Para controlar melhor a quantidade você pode, já na inscrição, dimensionar quantos poderão estar no 0800. Vale lembrar que muitos não têm paciência de esperar um longo tempo na fila para poder comer e vão a outros restaurantes e ficam de fora da confraternização. Você pode oferecer um cardápio à parte onde o convidado pede o que desejar, sentado e tomando sua cerveja confortavelmente. Isso tem preço e muitos não se incomodam em pagar. Agora se seu compromisso com o projeto é fazer com que a economia da cidade se movimente, deixe seu convidado à vontade para que possa escolher onde e o que comer se ele não quiser estar no 0800.

Os pratos devem ter em média 350 gramas de comida incluindo a mistura. É sempre bom servir e não deixar que se sirvam. Isso pode acarretar desperdício de comida, o que não é nada bom. As pessoas quando estão famintas tendem a colocar no prato mais do que vão comer. Assim, você pode servir de forma correta e as pessoas comerão e depois de saciadas normalmente não repetem pois o cérebro cuida de dizer ao seu corpo que já está satisfeito.

Um bom 0800 – feito com qualidade – precisa ter um custo não inferior a dez reais por pessoa. Abaixo disso o risco aumenta e a qualidade da comida pode cair, dependendo do que você escolheu para servir.

Muito cuidado com comidas regionais. Sirva como opção e nunca como único prato ou prato principal.

Uma receita aceita por todos é o velho baião-de-dois bem temperado e com queijo e duas opções de carne e (que pode ser um assado de panela ou churrasco) farofa. Outra saída será a tradicional feijoada acompanhada de farofa, arroz branco e couve. Uma laranjinha também será bem-vinda.

Uma dica inteligente e bastante gostosa é fazer o churrasquinho grego e servir junto com baião ou arroz branco. Há especialistas que fazem esse tipo de mistura com boa qualidade e muito saborosos, além de serem mais baratos e gerarem menos desperdício.

Independentemente do que escolher você precisa saber quanto vai gastar antes de anunciar e muita atenção para saber logo de onde virá o dinheiro. Tente acompanhar a compra do material e vá ver e provar para saber como está saindo a comida. Isso é fundamental. Mesmo sendo o buffet contratado da sua confiança, alguém pode ter a ideia de economizar na mistura ou na quantidade e tudo isso impacta na qualidade final da comida. Portanto, se não puder acompanhar isso de perto, peça para alguém da sua confiança fazê-lo.

Nunca é demais lembrar que as sobras e os rejeitos devem ter dois destinos diferentes imediatamente. Se sobrou comida nas panelas, doe preferencialmente para pessoas que deverão consumir imediatamente. Não doe simplesmente e deixe que comam quando quiserem. A comida pode estragar nas horas seguintes e o tiro sair pela culatra.

O que sobrou nos pratos devem ser direcionados para pocilgas. Isso pode ser vendido. Acerte com alguém para comprar esses restos. Vai lhe ajudar a recuperar parte dos gastos que teve com o 0800 e com o que sobrou nas panelas.

Se optar por um café-da-manhã não tente inovar inserindo frutas. Brasileiros e nordestinos tem outros hábitos. Não fuja de duas boas combinações que vão ajudar a dar uma sustança na galera. Caldos de carne e frango serão sempre bem-vindos. Pãozinho com manteiga e o café com leite e o velho Nescau serão sempre muito bem-vindo e não esqueça de deixar uma bandeja carregada com ovos mexidos. Vai agradar a todos.

Tenha uma equipe vendendo refrigerantes e cervejas e outra recolhendo os pratos. Cuidado com a qualidade dos pratos de plástico. Garfinhos que quebram facilmente e facas que não cortam são um problema bem chato. Além do que, por serem muito leves, tendem a voarem com o vento e a espalhar sujeira no ambiente. É bom ficar atento a isso. Limpeza constante é fundamental para não atrair moscas.

E o mais importante: NUNCA JOGUE COMIDA FORA e NEM GUARDE PARA SERVIR NO DIA SEGUINTE. O risco de alguém vir a ter um problema intestinal será grande e nada mais desagradável que alguém estar com dor-de-barriga e viajando de moto.

Bom evento! Por que o melhor evento do mundo é o seu!

APOIADO POR NETO LUBRIFICANTES e GARANHÕES DO ASFALTO MG

Bom evento! Se quiser falar conosco envie e-mail para [email protected] ou wsap 85999398956.

logo_onlineO Você e Sua Moto produziu três edições do Iguatu Moto Fest e uma edição do Iguatu Moto Week – o maior evento motoclubista do Ceará. Na lista existem os motoindoor de Quixadá (em parceria com Motosnet)  e Ubajara; a série de eventos experimentais The Eagle Bike Show, Eusébio Moto Fest 2015, Iguatemi Biker for Like, Outbikers Off Outlet, Várzea Alegre Moto Fest dentre outros voltados para o mototurismo e eventos de ações sociais. Nossa intenção com esta série de matérias é ajudar com dicas importantes para que seu evento motoclubista seja um sucesso.

 

 

 

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