Techmotoblog – Luis Sucupira 1 ano de Motociclismo, Motosegurança & Tecnologia 

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DUAS RODAS: A queda dos juros vai ajudar a recuperar as vendas?

A resposta é curta, direta e para alguns, desanimadora: – Não, ainda! É necessária uma mudança de cultura de revendas e consumidores para que isso venha a acontecer.

Recentemente o Governo Federal acenou com medidas que promovem a redução dos juros a patamares mais suportáveis, numa tentativa de estimular o consumo e ajudar no crescimento econômico do Brasil. Ou seja: é continuar ganhando ovos de ouro sem matar a galinha.

Segundo a pesquisa “Desejos de Consumo do Brasileiro em 2012″ realizada com 1.019 entrevistados de todo o País o financiamento é a modalidade preferida para aquisição de veículos.

Segundo o estudo, 1,7 milhões de brasileiros pretendem adquirir uma motocicleta nova ou usada esse ano. Quanto à utilização do financiamento para aquisição, 86,8% dos entrevistados das classes C, D e E pretendem optar por essa modalidade de pagamento, enquanto a adesão das classes A e B é de 78,4%.

Este é o número mágico que o mercado precisa ter em 2012 para, somado ao que já foi gerado, conseguir, pelo menos, não fechar com números inferiores a 2011. Mas não será fácil.

O maior problema a ser enfrentado está relacionado às financeiras. Sem crédito as vendas caem. No nosso país 86,8% dos brasileiros preferem comprar primeiro e pagar depois. Para muitos, a redução nos juros seria a oportunidade que faltava para poder comprar a moto a um custo mais baixo. Mas não é bem assim.

Nos juros também estão embutidos o risco da operação e isso é determinado por vários fatores, dentre eles o maior de todos é a inadimplência que anda elevada por conta da forma errada e descontrolada como algumas revendas financiaram motos no passado. Isso pesa bastante e atrelando com os juros mais baixos, a análise de crédito será ainda mais criteriosa.

A análise de crédito realizada pelos bancos e financeiras investiga tudo, até mesmo como você gasta nos cartões de crédito. Portanto, não é mais possível esconder qualquer informação, pois bancos e financeiras vão encontrar. A razão é simples: eles possuem dados unificados e isso é uma medida acertada tomada pelos bancos. Ou eles se juntavam para protegerem seu maior recurso – o dinheiro, ou a coisa podia ir para o vermelho.

Outra situação que pouca gente percebeu está relacionada a passagem de fichas ou as propostas de concessão de crédito. O comportamento do consumidor brasileiro determina uma cultura que acaba prejudicando a aprovação de crédito. Na ânsia de ter uma moto o consumidor, depois de escolher o modelo que deseja de cada fabricante, vai primeiro na Honda e passa uma ficha; depois vai à Yamaha e passa outra proposta, passa na Suzuki encaminha mais uma proposta, depois outra na Kasinski e mais uma na Dafra. Onde a proposta for aprovada ele pega a moto.

No jargão das financeiras essa cultura é chamada de “excesso de passagem de propostas” e pode acabar determinando a reprovação do crédito, mesmo que o cadastro seja bom. Os bancos ficaram espertos, e enxergam nisto um aparente risco de quem pode estar querendo comprar e não vir a pagar.

Outro fator interessante na avaliação está na análise da situação financeira do candidato a concessão de crédito. Nela chega-se ao ponto de avaliar se o cliente entrou com alguma medida judiciária contra o banco tipo as chamadas ‘Ações Revisionais’ (eles negam isso, mas acontece).  Ganhando ou perdendo a ação ele fica na lista de clientes que mudam as regras do jogo com o game em andamento. E isto também é motivo de negação de crédito por histórico ruim.

Como já havia analisado no meu artigo “O QUE HÁ POR TRÁS DA QUEDA DE VENDAS NO SETOR DE DUAS RODAS”, a análise de crédito será ainda mais criteriosa e o buraco estará cada vez mais embaixo se nada for feito. Se você é daqueles que só paga o mínimo da fatura o banco vai saber e, dependendo do resultado do cruzamento de informações, que são inúmeras, pode colocar você em um ranking de risco com escore baixo.

É preciso que você saiba que as financeiras e os bancos avaliam tudo. O resultado desta avaliação vira um escore (medição em pontos) que coloca você em um ranking que vai de baixo risco, risco médio e alto risco. É a partir disto que eles decidem se aprovam ou não o seu crédito.

Exatamente por isto que afirmo que a baixa dos juros ainda demorará a refletir no segmento de Duas Rodas. As financeiras estarão mais criteriosas e mais exigentes, pois como disse: juros baixos, no nosso segmento e na conjuntura atual, quer dizer ‘risco elevado’.

Em minha opinião quem desejar comprar uma moto deve juntar pelo menos 30% do valor para dar de entrada. O ideal seria a metade do valor da moto. Isto ajuda a melhorar a avaliação. E nunca saia por aí passando fichas e propostas em todas as lojas, pois o sistema de avaliação e os dados para análise são unificados.

Todo cuidado é pouco para quem não quer ter uma proposta de financiamento recusada. Mesmo tendo um cadastro ótimo, se a sua proposta for negada por excesso de passagem, espere uns 20 dias para passar a outra e quando o fizer escolha a revenda e aguarde o resultado antes de passar em outra de marca diferente.

O momento agora para as revendas de moto requer muita criatividade. Essa é a hora de pensar diferente, agir de modo certo, buscar alternativas e adotar um ditado que eu acho sensacional e que sempre uso para mim toda vez que o cenário muda – “Quando os ventos diminuem o pessimista reclama; o otimista espera que melhore; já o realista ajusta as velas e segue com criatividade”.

Vamos em frente. Navegar é preciso. Reclamar, não.

 

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Motociclista, cuidado com a hipoglicemia.

Luis SucupiraEm 23 de Março de 2010, um homem foi abordado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) de Santa Catarina, após dirigir por cerca de 15 km na contramão, na rodovia BR-101, na altura do município de São José (Grande Florianópolis), na madrugada de terça-feira. De acordo com a polícia, ele estava com hipoglicemia e não sabia o que estava fazendo.

A abordagem ocorreu por volta das 3h, realizaram o teste do bafômetro, mas o resultado deu negativo. Os policiais informaram que o homem estava desorientado e disse não saber o que estava fazendo. Uma equipe médica do Samu constatou que o motorista estava com hipoglicemia (baixo nível de glicose no sangue) no momento em que realizou o trajeto na contramão.

Em 15 de Agosto de 2011, em Lavras, MG, uma motociclista sofreu um acidente pela manhã, na Avenida Vaz Monteiro, na zona norte de Lavras. A jovem sofria de hipoglicemia, perdeu o controle da direção da moto e caiu. Para sorte dela, nada de grave aconteceu com ela.

Pode parecer que isso não existe, mas é um problema que está acontecendo com certa frequência entre os motociclistas. Outro amigo meu, Alexandre, certa vez, parou sua moto na calçada e sentou-se como que se estivesse bêbado e o que ele tinha mesmo era uma crise de hipoglicemia agravada por não ter se alimentado pela manhã.

Para quem não sabe, motocicleta gera adrenalina e adrenalina queima açúcar e se não tem açúcar para queimar é chão! Simples assim. O professor Telmo Maia Gomes, preparador de tri-atletas e motociclista nas horas vagas dizia que “uma hora de moto equivale a 40 minutos de caminhada”. Uma das suas grandes preocupações era o hábito do brasileiro de tomar um café da manhã ‘meia-boca’. Segundo ele, esse era o principal fator para que uma hipoglicemia acontecesse. O outro era pilotar por horas sem se alimentar ou pelo menos tomar algo com açúcar, como um refrigerante para quem não era diabético.

Os diabéticos conscientes que pilotam motos sabem disso e se cuidam. Notem que eles monitoram diariamente suas taxas. Alta demais causa problemas, mas baixa demais mata rapidamente. Meu pai, motociclista já aposentado, é diabético e esse é um dos cuidados que eu costumo tomar e sempre alerto aos meus colegas de viagem para se alimentarem bem durante a viagem. Vale destacar que alimentar-se bem durante a viagem nada tem a ver com ‘encher a barriga de guloseimas e alimentos pesados‘ que dificultam a digestão e acabam dando sono e desconforto.

Para entender o que acontece quando um motociclista tem uma crise de hipoglicemia vamos comparar a um motor de uma moto que de repente começa a falhar e a não obedecer aos seus comandos. O freio não funciona, o motor perde potência e você não consegue controlar a moto de forma segura. Parece que nada funciona e que tudo está solto exatamente na pior hora que do dia para se pilotar – o fim-de-tarde ou o lusco-fusco. Fica tudo cinza e vai escurecendo aos poucos.

Em um ser humano isso provoca desmaios e até convulsões. Em alta velocidade pode ocorrer que a moto passe reto numa curva e o piloto se torne passageiro, sem que possa sair dela ou usar seus instintos para tentar se salvar. Simplesmente você apaga e o resto é consequência, fatalidade ou sorte de continuar vivo.

Segundo o Dr. Claudio José Musumeci, Médico ortopedista e motociclista, o problema acontece tanto com diabéticos como em não diabéticos. Os diabéticos que não sabem que são diabéticos comem copiosamente antes de sair de casa, colocam bastante açúcar no café com leite, um bolo e até um sanduiche. A glicemia (quantidade de açúcar) passa dos 300 mg / ml. (Normal em torno de 100 mg / ml). Começa a ter tontura, vista embaçada, e pode tanto perder totalmente o sentido como pode sofrer uma perda rápida de consciência.

O inverso pode ocorrer se você não come nada sai em jejum, e ainda por cima toma o remédio para baixar o açúcar. Quando você faz força –Você gasta açúcar – baixa a quantidade de açúcar disponível no organismo – começa sentindo fraqueza e sonolência e pode até perder a consciência e aqui acontece a Hipoglicemia “falta de açúcar”.

O Dr. Claudio José Musumeci ainda alerta que os não diabéticos que dormem mal à noite – acordam e não tomam café – e vão em um passeio longo “exemplo São Paulo para Tiradentes” – Fazem lanche rápido – não come nem bebe o suficiente – podem ter hipoglicemia “Falta de açúcar no sangue” e geralmente desmaiam e acabam sofrendo um grave acidente.

O Dr. Musumeci alerta também sobre a desidratação que em dias quentes é agravada com a falta de ingestão de líquidos, com a perda excessiva de sais e água pelo corpo faz sua pressão cair, você começa sentir sonolência, câimbras e também fica tonto e perde a consciência. Muito parecido com os efeitos da hipoglicemia.

Recentemente Flávio Melo, meu amigo, motociclista experiente, piloto profissional, não bebia, físico em dia saiu inexplicavelmente em uma curva que ele fazia pelo menos duas vezes por semana e acabou falecendo. Ninguém entendeu como isso poderia ter acontecido. Não havia marca de freio e nem tentativa de qualquer tipo de correção ou desvio. Simplesmente passou reto e derrubou oito mourões de concreto antes de parar morto ao lado da moto. Flávio tinha 56 anos, era saudável, mas pode ter sido vítima de uma hipoglicemia. Ninguém sabe. A causa da morte deverá ser mesmo todos os ferimentos decorrentes do acidente, mas, ao meu ver, estes foram os efeitos, a causa me parece ter sido outra. Nunca saberemos.

Alimente-se e cuide da sua saúde. Tem muita estrada para andar por aí, mas sem açúcar no sangue ou com excesso dele nas veias, pode azedar o passeio.

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Produção e vendas de motocicletas têm nova retração.

Apesar das reduções nas taxas de juros anunciadas pelos bancos em abril, o segmento de motocicletas apresentou queda nas vendas ao consumidor final (emplacamentos), que totalizaram 132.201 unidades, correspondendo às baixas de 20,2% ante março e 9,5% em relação a mês similar de 2011.  Em decorrência disso, as fabricantes reduziram a produção para 145.697 unidades, volume 18,8% menor que o registrado em março (179.451) e 18,4% inferior ao de mês similar do ano passado (178.646), conforme dados divulgados pela ABRACICLO – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares.

As vendas de motocicletas no atacado (mercado interno) totalizaram 138.608 unidades no mês passado, ante 164.688 em março – uma baixa de 15,8%. A redução chegou a 20,2% no comparativo com o volume comercializado em abril de 2011 (173.735 unidades).

“As reduções nos juros não se refletem na aprovação do crédito. Na prática, persistem a maior seletividade e o rigor na liberação dos financiamentos, observados desde o final do ano passado. Com isso, grande parte dos consumidores de motocicletas, que pertence às classes socioeconômicas C e D, acaba impossibilitada de concretizar a compra, o que acarreta em quedas nos negócios e, consequentemente, na produção”, afirma Marcos Fermanian, presidente da ABRACICLO.

 

As vendas de motocicletas ao mercado externo, no entanto, continuam em expansão. Foram exportadas 8.804 unidades em abril, volume 26,2% superior ao de março passado (6.978). No comparativo com mês similar do ano passado, as exportações cresceram 33%.

 

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G1 – Cresce número de morte com moto em SP e inexperiência é uma causa.

Os novos números comprovam e assustam. Na maior cidade do país, aumentou o número de mortes de motociclistas. O surpreendente é que essas vítimas não são os motoboys, os motoristas profissionais que passam o dia cruzando a cidade. São pessoas que usam a moto como meio de transporte.

A grande maioria das vítimas era de pessoas que usavam motos como meio de locomoção, para ir para o trabalho ou para a escola. O levantamento mostrou que apenas 8% dos mortos eram motoboys, que geralmente são mais acostumados a guiar motocicletas.

O vendedor Fábio Dias de Oliveira comprou a moto em fevereiro. Em abril, deu entrada hospital com a perna fraturada. O jovem de 24 anos não sabe quando vai voltar para casa, mas não pensa em voltar para a moto. “A gente pensa em comprar um carro. Moto é muito perigoso, coisa de segundo que aconteceu comigo, não pude controlar”, lembra.

As motocicletas são ágeis, mas também perigosas. O problema é que rodar sobre duas rodas exige muito mais do que equilíbrio. Ainda mais em um trânsito tão carregado quanto o de São Paulo. Mais pessoas estão morrendo em acidentes envolvendo motocicletas. A maioria não é composta por motoboys.

Um levantamento da Companhia de Engenharia de Tráfego da capital apontou aumento de 7% no número de motociclistas mortos em 2011, em relação ao ano anterior. Foram 512 mortes. Apenas 8% usavam a moto como ferramenta de trabalho.

O porteiro Paulo Henrique de Souza Silva sempre quis sair do aperto do ônibus. Só não imaginava que poderia acabar em um quarto de hospital. O acidente a caminho do trabalho foi em 2009. Ficou um ano parado. Agora, voltou ao Hospital das Clínicas para tratar de uma infecção na perna acidentada. “Eu me arriscava pouco, mas tinha hora em que acabava correndo um pouquinho mais”, confessa.

A reabilitação é demorada e trabalhosa. Segundo uma pesquisa do Hospital das Clínicas, referência nesse tipo de atendimento, 40% dos acidentados com motos precisam passar por complexas cirurgias e longos tratamentos de fisioterapia. No Hospital das Clínicas, o atendimento a esse tipo de paciente aumentou 14% nos últimos cinco anos. A maioria é homem, com idade entre 20 e 40 anos.

“Nos últimos três anos, o perfil desse paciente mudou. É aquela pessoa que usa a motocicleta como meio de transporte, locomoção, na cidade de São Paulo. Um número não desprezível de acidentados é de pacientes que estavam ou tinham pouco tempo de habilitação e utilizando a motocicleta”, revela o diretor clínico do Instituto de Ortopedia do Hospital de Clínicas, Jorge dos Santos Silva.

O aumento no número de acidentes com motociclistas levou o hospital a criar um blog na internet, para alertar as pessoas sobre o uso desse meio de transporte perigoso.

“É um espaço onde as pessoas podem trocar experiências, dar os seus depoimentos e, dessa maneira, contribuir de alguma forma para minimizar o problema para que as pessoas se conscientizem de que andar de motocicletas exige cuidados e que esses cuidados são importantes para que o numero de vítimas diminua cada vez mais”, declara Jorge dos Santos Silva, do Instituto de Ortopedia do Hospital de Clínicas.

As lesões mais graves causadas por acidentes de motos, geralmente, são no crânio e na coluna.

A Companhia de Engenharia de Tráfego informou, em nota, que aumentou a fiscalização para tentar frear o avanço no número de acidentes com motos na capital paulista. Também colocou em funcionamento, seis radares portáteis, do tipo pistola – que registram imagens- para flagrar excesso de velocidade cometido por motociclistas.

 

Link: http://glo.bo/Jbc9Yj

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Motos: O segmento de duas rodas registrou queda de 20,20% em abril no comparativo com março.

Motos: O segmento de duas rodas registrou queda de 20,20% em abril no comparativo com março. Foram emplacadas 132.227 unidades contra 165.688 motos, respectivamente. Em relação a abril de 2011, este setor apresentou retração de 9,50%.

Diante da atual conjuntura, com aumento da inadimplência e a restrição para a concessão de crédito, a entidade revê suas projeções para o mercado automotivo e prevê crescimento de 3,5% nas vendas de automóveis e comerciais leves para 2012.

A Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, entidade que representa cerca de 7 mil Concessionários de veículos no Brasil, apresentou em sua sede, em São Paulo, o desempenho do setor no mês de abril/2012 e acumulado do ano. Na oportunidade, a entidade reviu as projeções para o ano, que sofreu alterações devido à atual conjuntura econômica do País.

De acordo com o levantamento feito pela entidade, o setor de distribuição de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos, implementos rodoviários e outros meios de transporte, como carretinhas para moto-aquática) apresentou queda de 15,96% no mês de abril na comparação com março (foram emplacados 406.496 no mês passado contra 483.688 em março). Na comparação entre os meses de abril 2011 e 2012, o setor registrou retração de 9,95%. “Esta queda se deve à maior restrição ao crédito para a compra de um veículo novo. Os bancos estão mais criteriosos na avaliação cadastral graças ao aumento da inadimplência no setor, que cresceu nos últimos meses e chegou a 5,7% no mês de março”, avalia o presidente da Fenabrave, Flavio Meneghetti.

Com este cenário, a entidade reviu as projeções de crescimento para o ano. De acordo com a Fenabrave, 2012 deve encerrar com 5.762.871 unidades comercializadas em todos os segmentos. Este valor representa crescimento de 3,4% com relação ao volume registrado em 2011 (5.573.499 unidades). No início do ano, a entidade previa crescimento de 5,76% para o setor.

Para os segmentos de automóveis e comerciais leves, espera-se aumento de 3,50% nos emplacamentos na comparação com 2011, totalizando 3.545.584 milhões de unidades (a previsão anterior era de 4,5%). Já o setor de caminhões deverá contabilizar 177.149 mil unidades, com evolução de 2,6% (9,6% era a previsão no início do ano), enquanto o segmento de ônibus deverá crescer 13,5% – estimando vender 39.440 mil unidades (previsão anterior era de 14,3%). Já o setor de duas rodas deve encerrar 2012 com crescimento de 3,1%, com 2.000.698 unidades comercializadas. A projeção anterior para o segmento era de crescimento de 7,5%.

Análise Econômica

Durante a coletiva de imprensa, a sócia-diretora da MB Associados, Tereza Fernandez, apresentou dados sobre o cenário econômico nacional e comentou sobre as razões que levaram o governo a adotar o Regime Automotivo, assim como falou sobre as perspectivas do setor industrial brasileiro. Segundo ela, o PIB brasileiro deve chegar a 3% de crescimento este ano. Este valor é 0,5% inferior ao projetado no início de 2012 pela consultoria. “Tal resultado, ainda de crescimento, se deve à confiança que temos na economia durante o segundo semestre. E a indústria interfere diretamente neste resultado”, comenta a economista, completando que o aumento da massa salarial na segunda metade do ano pode ajudar no resultado do PIB.

Tereza Fernandez informou que o brasileiro se endividou bastante nos últimos anos. Para que esta massa volte a comprar, a sócia-diretora da MB disse que é necessário, em primeiro lugar, sanar as dívidas para aí sim voltar ao consumo. “A médio prazo, as famílias  voltarão a consumir, porém em menor volume. O consumo no Brasil terá um avanço mais lento”, disse.

Com relação ao setor automotivo, a MB Associados prevê, ainda, um crescimento nas importações, mesmo com o aumento do IPI para veículos provenientes fora do eixo Mercosul-México. “O consumidor quer um veículo com maior motorização e com preços que caibam em seu orçamento. Os fabricantes de outros países trazem esses veículos com preços competitivos”, argumentou. Para Tereza Fernandez, a indústria automotiva brasileira não acompanhou o ritmo de consumo, o que gerou maior demanda e menos produtos disponíveis.

De acordo com a MB Associados,  um dos fatores do arrefecimento do mercado de automóveis nos últimos meses é a perda do valor patrimonial dos veículos, decorrente da abertura do spread entre o produto novo e seminovo. “Além disso, elevou-se o custo da manutenção, o crédito ficou mais restrito e o consumidor mudou o seu perfil de compra”, analisou Tereza que complementou: “A inadimplência precisa cair para o crédito voltar ao setor automotivo”, conclui Fernandez.

Segundo a economista, as vendas de automóveis e comerciais leves cresceram mais de 60% nos últimos cinco anos e um aumento exponencial como este não se manteria eternamente. “Já falamos sobre isso anteriormente. O mercado automotivo não tinha como sustentar aumentos sucessivos. A tendência já era de moderação no crescimento”, avalia a sócia-diretora da MB Associados.

Segundo levantamento feito pela Consultoria, a indústria automotiva apresentou retração de 28% apenas no último trimestre de 2011. “A indústria está com problemas, não adianta apenas culpar o câmbio ou ordenar baixa na taxa de juros. O governo deve agir no sentido de garantir a competitividade do País. É isso o que trará de volta o crescimento”, finaliza Fernandez.

Confira, abaixo, o desempenho do setor em cada segmento:

Automóveis e Comerciais Leves: O volume de vendas de automóveis e comerciais leves somou 244.853 unidades em abril. Houve queda de 13,82% se comparados aos 284.121 veículos comercializados em março. Na comparação com abril/2011 (272.882 unidades), os segmentos registraram retração de 10,27%.

Caminhões e Ônibus: Os emplacamentos de caminhões tiveram queda de 18,58% na comparação com março. Foram licenciados 10.842 unidades em abril, contra 13.316 caminhões no mês anterior. Na comparação com abril de 2011, quando foram negociadas 13.514 unidades, o setor registrou queda de 19,77%.

O segmento de ônibus apresentou retração de 30,06% no mês de abril. Foram emplacadas 2.180 unidades, contra 3.117 em março. Na comparação com o mesmo período de 2011 (2.776 unidades), o segmento também registrou queda de 21,47%.

Os setores de caminhões e ônus, juntos, apresentaram queda de 20,76%, no comparativo entre março e abril, e retração de 20,06% na comparação com o mesmo período do ano passado.


Implementos Rodoviários: Foram vendidas 4.468 unidades em abril contra 4.690 em março, este setor apresentou queda de 4,73%.

Outros Veículos: Outros veículos, como carretinhas de transporte de moto-aquática, motos, etc, registraram queda de 13,32% em abril. Foram comercializadas 6.945 unidades no quarto mês de 2012, contra 8.012 em março.

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MCE- Mazzuchini Comunicação e Eventos S/C Ltda.

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G1 – Empresário pede para ‘testar’ moto de amigo e morre em curva no Ceará

 

O empresário Flávio Paiva Melo, 56 anos, morreu qando pilotava uma motocicleta nesta terça-feira (1º). O acidente ocorreu na CE 040, no quilômetro 72, em Beberibe, Litoral Leste do Ceará. Segundo a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), por volta das 13h30, ele perdeu o controle da moto após uma curva e se chocou contra vários postes.

O empresário estava em um grupo de motociclistas que faz passeio pelas estradas cearenses. Segundo o colega de grupo, Edson Maia Filho, o empresário parou em um posto e pegou emprestada a moto de um amigo do grupo para dar uma volta. O proprietário do veículo ficou esperando no posto, enquanto Flávio disse que iria dar uma volta para testar a motocicleta. “Ele sobrou em uma curva onde não havia sinalização”, disse Edson. O empresário, que era dono de uma concessionária em Fortaleza, já participava há algum tempo do grupo, segundo o colega.

A PRE afirma que nove acidentes foram registrados nas rodovias estaduais neste feriado do dia do trabalho e o empresário foi a única vítima registrada. Nos demais acidentes ocorridos neste feriado, foram registrados nove feridos.

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Kawasaki Ninja250R TEST RIDE MOVIE

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Motonline: Teste da nova BMW G650

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Espelhos e pontos cegos – evitando acidente de moto

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Sombras ajudam nas ultrapassagens na estrada e segurança na cidade

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