A onda de roubos de notebook: O que fazer para evitar?

Introdução

A sensação de ter um notebook roubado é a mesma de ter um carro roubado que não tinha seguro. È esquisito. Nossa primeira reação é pensar: ‘não tinha backup!’ e ‘como recuperar o que tinha dentro?’ Depois é que nos preocupamos com o aparelho. Na realidade o aparelho não importa tanto, mas o conteúdo sim.

Leiam o relato de um amigo meu que teve o seu equipamento roubado: “Era domingo, umas três da tarde. Tive o meu roubado de dentro do porta-malas do carro que tinha vidros escuros. Não havia exposto o produto e a mochila nenhuma vez em nenhum lugar há pelo menos uns quatro dias. Mas mesmo assim me levaram o equipamento com outros pertences que estavam na mochila. Apesar de protegido por várias senhas, os dados deverão ser apagados e tudo estará perdido”. “Para quem furta um notebook os dados de pouco valem, a não ser que seja essa a intenção do roubo. Na hora do furto tive a exata sensação que seria assaltado. Um carro chegou logo atrás de mim e estacionou um pouco distante. Tinham duas pessoas dentro as quais não vi seus rostos, apenas as silhuetas. Eles não desceram do carro e mesmo demorando sair de perto do veículo percebi que vez ou outra olhavam. Temi por assalto e me ocorreu lembrar das mortes provocadas por reações de executivos quando tentaram proteger suas máquinas. Minha mulher estava perto. Pensei em algo pior que a envolvesse e decidi sair de perto. Não dava pra voltar ao carro, pois eles chegariam antes e nem pensar em tirar a mochila da mala, pois eles me pegariam na rua. Decidi arriscar e sair de perto do veículo torcendo para que fosse uma tentativa de assalto frustrada. Não era. Cinco minutos depois que cheguei à portaria do prédio eu decidi voltar e ver se dava pra pegar a mochila. Ao abrir o porta-malas eu vi o espaço vazio e o banco deitado. Eles arrombaram a porta do carro, acessaram o porta-malas por dentro, deitando o banco traseiro e tiveram acesso ao notebook. Bastou puxar e levar. A sensação é de não acreditar e até de duvidar da própria qualidade da visão e da memória. Segundos depois a constatação: era tudo verdade. Eu estava sem o notebook e sem meus dados.” “Depois de registrar B.O. e oferecer recompensa foi constatar o que o investigador me disse.” ‘nada poderia ser feito, pois tudo indicava que tinham mesmo a intenção de levar o notebook. Não era você que importava e nem o carro, nem a carteira. Queriam apenas o notebook’.

Em dezembro de 2006 um turista canadense foi assassinado numa das mais tranqüilas e belas praias do Ceará. Na praia da Baleia, ninguém poderia imaginar que matariam para levar dois notebooks.

Em São Paulo o índice de assaltos seguidos de morte para roubos de notebooks é elevado. O maior objetivo desses assaltos é trocar por drogas. As outras são encomenda de estelionatários, desmanche e espionagem. No Brasil as estatísticas de roubo de notebooks ainda não são confiáveis. Mas nos Estados Unidos os números chegam a preocupar.

Há cinco anos, cerca de 400 mil

laptops

e 16 mil computadores de mesa foram roubados nos Estados Unidos O FBI afirma que 97% deles nunca serão recuperados. (Fonte: Safeware, uma agência de seguros na área de tecnologia).

Conforme dados do Gartner Group, empresa de pesquisa e análise na área de tecnologia, a grande maioria dos roubos, cerca de 70%, é realizada por funcionários. Organizações que não possuem uma política anti-roubo podem esperar por  uma média de subtração de

laptops

superior a 5%.

Quatro em cada cinco novas estações de trabalho são equipadas com

laptops,

que são mais vulneráveis a roubo do que computadores de mesa. Diante dessa constatação não é mais possível ignorar esse problema.

A ComputracePlus é uma das várias empresas de rastreamento do mercado nos Estados Unidos. Ela fornece serviços a US$ 49,95 por licença anual.  E o serviço parece ser eficiente. De acordo com a Absolute, 95% dos computadores que se conectaram com a Central de Monitoramento foram recuperados.

A empresa canadense projeta e vende um serviço de controle de perda e rastreamento de PCs chamado ComputracePlus. Este

software fornece

localização atual e informação remota sobre onde e quando o computador é conectado a uma linha telefônica ou à Internet.

Uma grande multinacional norte-americana percebeu que um antigo executivo sênior havia roubado um de seus

laptops

antes de deixar a empresa. Nela havia informações que valiam até um milhão de dólares. Quando o executivo sênior conectou o

laptop

roubado à Internet, este, silenciosamente, contatou uma central de monitoramento operada pela Absolute Software. A equipe de recuperação da Absolute imediatamente providenciou o cumprimento da lei e o executivo foi preso e acusado de apropriação de propriedade privada. Em bom português: roubo!

Na Absolute, há a história de um

laptop

roubado no aeroporto O’Hare, em Chicago. Depois que o computador foi conectado à Central de Monitoramento da Absolute, a partir de uma linha telefônica no centro de Chicago, esta forneceu informação sobre a localização do computador à polícia local. O

laptop

foi encontrado com uma mulher, que o adquiriu na rua, de um viciado em drogas. Apenas 38 minutos após a Absolute ter contatado a polícia de Chicago, o computador já estava na delegacia de polícia. Claro que nem todos os casos têm esse final feliz. Uma boa parte, segundo o FBI, vai desmontar ou literalmente apagar todos os registros. Esse é um roubo que tem características especiais e não pode ser tratado como simples roubo de celular.

Hoje existem chips que permitem monitoramento GPS e que podem ser utilizados em notebooks.

Em São Paulo, nos bairros do entorno do Aeroporto de Congonhas, como Moema, Vila Mariana, Aeroporto e Campo Belo, na zona sul, os ladrões de notebooks fizeram a festa. Pelo menos dois flagrantes do crime são feitos por semana e a polícia já detectou que os bandidos mudaram de tática. Essa mudança ocorreu depois que a Polícia Militar começou a fazer ronda ostensiva com motocicletas nos principais corredores de saída do aeroporto. Dentro do aeroporto, são três casos de furto registrados mensalmente e outros três de roubo. Como não há um registro único de roubo por produto, não há estatísticas confiáveis a respeito.

Mas o que fazer para evitar ao máximo as chances de ser roubado?

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