A tecnologia e as ‘coisas’ do amor.

Os tempos mudam, hábitos mudam, pessoas mudam, mas a paixão, o amor e o romantismo não saem de moda. Conversando com meus filhos e ouvindo seus amigos falarem descobri algumas novas facetas do comportamentos das pessoas ditas modernas. Namorar hoje, entre os jovens, virou um processo de seleção bem interessante. Primeiro vem a tradicional paquera ou flerte, depois segue-se o ‘ficar’ e em seguida o namorar, se tudo der certo. É uma abordagem inusitada pois aponta para a necessidade de provar primeiro para escolher depois qual o melhor. Digamos que o ficar seria uma degustação. Mas esse comportamento gerou outras subdivisões. Algumas pessoas preferem sempre o ‘ficar’ e possuem vários ‘ficantes’. Alguns subdividem essas categorias.

Á luz do Marketing e das suas 22 leis as pessoas estabeleceram a Lei de Categoria. Nela diz que crie uma nova categoria onde você seja o primeiro mesmo que seja apenas o único. E parece que assim foi feito. Essas categorias que existem antes do namorar no idioma dos ficantes ficou mais ou menos assim. Existe o ficante que é geralmente a pessoa que vocêse diverte em encontros, festas, passeios etc, sem compromissos ou cobranças. Abaixo desse existe o ‘step’. Este personagem é o reserva do ficante e aparece sempre que o dito não pode estar numa festa. Ambos não podem ter ciúmes e nem mesmo cobrar satisfações pois não é permitido. É permitido apenas aceitar ou declinar do convite. Paralelo a isso e correndo por fora existe o da ‘manutenção’ que eu prefiro não descrevê-lo aqui. Enfim, muitos tiveram que passar por todas essas fases até chegar a condição de namorado e fazer a fila parar de andar, sim por que a fila anda!

Mas em outras situações ainda existem pessoas que preferem namorar. Independente do nome que se dê namorar e estar apaixonado ainda é uma das coisas mais maravilhosas da vida.

O namoro é aquela fase onde os hormônios se atiçam, que a pele fica mais viçosa, que borboletas coçam nossas barrigas por conta de um beijo; que sentimos calafrios,que a pressão abaixa e sobe, que o coração acelera e às vezes quase pára. Não é difícil perceber os apaixonados. Olhos brilhantes, sorriso fácil. Gentilezas e carícias. Enfim, é uma festa para os nossos hardwares, softwares e firmwares.

Esperanças, promessas e juras. Independente do que se diga ou se faça o importante é que seja eterno enquanto dure até que decidam que seja até que a morte os separe! Amar e estar apaixonado são dois sentimentos diferentes mas que numa relação equilibrada podem conviver. A paixão cega para defeitos e o amor os revela e assim podemos decidir dedicar o amor alguém pelo conjunto da obra. Pelos seus defeitos e pelas suas qualidades.Quando o amor chega ele nos faz amar também pelos defeitos e é por isso que amar vale a pena!

A hora do presente

E eis que chega o dia dedicado à aqueles e amam e/ou que estão apaixonados. Neste dia você fica pensando o ‘que dar ?’, ‘ o que fazer?’.

Muitos nem sabem porque existe um dia dedicado aos apaixonados de todas as idades. Sim por que ainda existem casais que ainda estão juntos até que a morte os separe. Quem já não ouviu falar ou mesmo presenciou histórias de casais que ficam bem vehinhos juntos e que ainda namoram? Muitos, com certeza! E eis que um dia um deles se vai. Pouco tempo depois o outro também muda daqui.O amor no começo é carnal, depois se torna maduro e chega na sua melhor fase que é a do companheirismo. Nessa fase não vive um sem o outro e é ali que reside o amor puro, uma fase que poucos de nós irá alcançar.

Mas essa data existe e não é porque aqui o site é de tecnologia que não se fala de namorar ou de estar apaixonado; e nem por isso a gente deixa de aquecer um processador chamado coração pensando no que fazer para demonstrar isso.

Segundo o Wikkipedia, o dia dos namorados no Brasil é comemorado no dia 12 de junho por ser véspera do 13 de junho, Dia de Santo Antônio, santo português com tradição de casamenteiro, provavelmente devido suas pregações a respeito da importância da união familiar.

A data foi criada pelo comércio paulista e depois assumida por todo o comércio brasileiro para reproduzir o mesmo efeito do Dia de São Valentim, equivalente nos países do hemisfério norte, para incentivar a troca de presentes entre os “apaixonados”.

É a terceira data que mais movimenta o comércio e isso gerou curiosidade nos cientistas que pesquisam esse sentimento e descobriram coisas bem interessantes.

O amor é realmente cego?

Cientistas britânicos estão tentando provar que existe um grau de verdade no antigo ditado “O amor é cego”. Pesquisadores da University College London (UCL) descobriram que os sentimentos amorosos levam à supressão da atividade em áreas do cérebro que controlam o pensamento crítico. Aparentemente, uma vez que nos aproximamos de alguém, o cérebro reduz a necessidade de julgar o seu caráter, sua personalidade e suas emoções negativas. O estudo, publicado na revista NeuroImage, descobriu que tanto o amor romântico quando o amor materno produzem o mesmo efeito sobre o cérebro.

O amor vicia?

Outro estudo descobriu que o amor traz sensações semelhantes às proporcionadas por alguns tipos de drogas.O estudo, publicado na revista Monitor on Psychology, indicou ainda que o amor romântico pode ser uma necessidade tão fundamental quanto a fome e a sede. A pesquisa foi realizada em conjunto pelo psicólogo social Arthur Aron, da Universidade Estadual de Nova York, a neurocientista Lucy Brown, da Faculdade de Medicina Albert Einstein e pela antropóloga Helen Fisher, da Universidade Estadual de Nova Jersey. A equipe estudou tomografias do cérebro de pessoas apaixonadas, realizadas enquanto elas pensavam em seus amantes, e percebeu que todos apresentavam atividade em regiões do cérebro ricas em dopaminas, neurotransmissores que estimulam o sistema nervoso central. Essas regiões, conhecidas como o sistema de “motivação e recompensa” do cérebro, são ativadas quando uma pessoa obtém algo que realmente deseja como comida, água, drogas ou, segundo os cientistas, a pessoa amada.

Laboratório do Amor: Acertam mais que cartomante!

Em 2004, cientistas do Instituto de Pesquisas de Relacionamento, apelidado de “Laboratório do Amor”, dizem ter criado um modelo matemático que pode prever quais casamentos terminarão em divórcio. O psicólogo John Gottman e os matemáticos James Murray e Kistin Swanson alegam que suas previsões têm 94% de precisão. Casais submetidos ao teste devem primeiro preencher um questionário para identificar seus tipos de personalidade.

Quem ama não trai?

Outra pesquisa, desta vez realizada pela Universidade da Califórnia indicou que pessoas apaixonadas se tornam mais indiferentes aos encantos de pessoas estranhas ao relacionamento. A teoria de que emoções profundas são capazes de “cegar” os casais românticos sugere que o amor tem uma função distinta do desejo em um relacionamento, disseram os cientistas.

Beleza vale mais que dinheiro?

As mulheres, que num primeiro momento haviam insistido que estavam atrás de homens com status, acabaram se atraindo mais pelos mais bonitos. E os homens, que só pensavam em aparência física, acabaram admitindo que o status financeiro e social também influenciou suas escolhas.

As baixinhas ainda são as mais valentes?

Um outro estudo apontou que os homens baixinhos tendem a ser mais ciumentos que homens altos, sugere um estudo de cientistas espanhóis e holandeses. Pesquisadores das universidades de Valência e Groningen entrevistaram 549 homens e mulheres para avaliar como e por que eles se sentem enciumados quando um ou uma rival entra em cena. Os homens disseram se preocupar mais com rivais atraentes, ricos e fortes. Porém, os mais altos se mostraram mais confiantes. Segundo a revista New Scientist, que reportou a pesquisa, as mulheres ficam mais enciumadas diante de rivais bonitas e charmosas-as baixinhas sendo as mais ciumentas, sugere o estudo.

O software do amor.

O interessante em tudo isso é que a tecnologia está sendo utilizada para descobrir o software do amor, mas parece que como um vírus mutante ele, apesar de ser quase igual na sua função macro, é único nos detalhes. Parece ser um software que altera as suas DLL de forma que seja inimitável como uma impressão digital.

O que fazer nesse dia? Uma dica.

Mas apesar de tudo isso e por tudo isso, no Dia dos Namorados apaixonados é sempre bom explicitarmos os nossos sentimentos. Neste dia eu faria o seguinte: Compraria um MP4 (prefiro o Extralife Gold com cartão de memória de 1Gb). Nele gravaria as nossas melhores fotos, nossas músicas preferidas e gravaria um vídeo com meu depoimento sobre o nosso relacionamento. Em seguida a chamaria para jantar. Como ela também lida com informática eu não entregaria a caixa embrulhada em presente. Tiraria o MP4 da caixa, carregaria a bateria e os arquivos. A convidaria a jantar, mas antes deixaria com o maitre o buquê de flores e dentro dele colado no cartão o MP4. Jantaríamos em um lugar aconchegante, não necessariamente requintado ou muito caro. Passaria o jantar e após a sobremesa, quando pedisse a conta, o maitre traria o buquê e a entregaria. Com certeza ela veria o cartão e colado nele o MP4. No cartão estaria uma mensagem dizendo: “Ligue o MP4, ponha os fones e pressione video1.” Bom, nesse vídeo estaria falando do nosso relacionamento e que nesse presente estão fotos e músicas preferidas. Bom, nem precisa dizer que o melhor de um presente desses é ver os lindos olhinhos de quem recebe brilhando. Conta paga, presente dado, aí meu amigo… a noite é uma criança! A noite! Que nada! O fim de semana inteiro.

Isso é o que eu faria. Mas o que eu vou realmente fazer eu não digo. Ela pode estar lendo este ‘post’ e ai perde a graça.

Quem ama diz o que sente e dá o que tem, por isso AME!Nada mais que isso interessa, por que só o amor vale a pena e saiba que

não amamos uma única vez nesse mundo

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Um apaixonante e feliz Dia dos Namorados!

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