É mais fácil proibir a circulação de motos do que educar o motociclista?

Leia a opinião acima... ela não difere da de muitos por ai.

Leia a opinião acima... ela não difere da de muitos por ai.

Existem muitas pessoas que andam de automóvel e que detestam motos. Isso faz parte da selva de pedra e da falta de compreensão por parte das pessoas em relação ao outro. Acontece que a solução passa obrigatoriamente por ações fortes da parte do Estado. O que andam fazendo em nada ajuda a reduzir estes efeitos. A Lei Seca trouxe vários benefícios, porém falta fiscalização. Todo mundo sabe qual é o melhor dia e a melhor hora para flagrar motoristas e motociclistas dirigindo bêbados, mas não se vê blitzes nessas horas e nem nesses lugares.

Mais fiscalização.

No campo ainda da fiscalização…

, as cidades do interior do Brasil que possuem autarquias de trânsito pouco ou nada fazem para fiscalizar o moto-jegue. O moto-jegue é a moto que é usada para transportar tudo, inclusive até cinco pessoas na mesma motocicleta e, onde nenhum dos ocupantes está pelo menos com capacete. Deveria ter sim mais fiscalização e isso, por si só, já ajudaria muito a reduzir acidentes. Mas por questões políticas os prefeitos e suas autarquias nada fazem. As vítimas de acidentes que acontecem nas cidades do interior são enviadas para as cidades e assim o problema é transferido e não resolvido. Muitos policiais andam fardados e sem capacetes. Escrevi há alguns anos uma coluna chamada ‘Sobre prefeitos e motos’ e o problema tratado no textosó se agravou. Ou seja: é muito papo e quase nenhuma ação.

Existe ainda a educação de trânsito.

Esta é outra parte onde pouco ou quase nada é feito. Na realidade nada por parte do governo seja ele federal ou estadual. As ações estão limitadas a esfera privada como as que são feitas pela ABRACICLO com dinheiro próprio e não com o dinheiro arrecadado do DPVAT ou IPVA – que arrecadam absurdos e nada fazem. O mais interessante é que a desculpa dada pelos governantes para elevar absurdamente o preço destes tributos é a grande quantidade de acidentes com motos, mas mesmo com tamanha arrecadação nada é feito para educar, apenas alguns comerciais bobinhos e de pouco apelo que em nada ajudam a educar o motociclista.

Educação de trânsito

Outro ponto está relacionado a uso de equipamento de segurança.

Se todo mundo adotasse um kit básico de proteção que custa não mais que 80 reais a grande maioria dos acidentes que causam fraturas, inclusive expostas seria minimizado a luxações. As empresas sabem o tempo que perdem e o custo que acarreta a elas quando um de seus funcionários sofre acidentes com moto. Para se ter uma ideia de como isso é grave, os Correios possuem um programa no qual, apesar de terem uma das maiores frotas de motocicletas do mundo, possuem o menor índice de acidentes entre empresas que possuem frota no Brasil. As ações desencadeadas por eles fazem a diferença e envolvem educação de trânsito – pilotagem segura; equipamentos de segurança e fiscalização severa.

Se as empresas que possuem frotas de mais de cinco motos adotassem um programa semelhante, muitos acidentes estariam sendo evitados e outros que acontecessem teriam seus efeitos drasticamente reduzidos. Mas não é bem assim. Numa rápida inspeção eu já encontrei capacetes vencidos e avariados, gente pilotando usando sapatos em vez de pelo menos meia-bota; roupas inadequadas e sem luvas. Pior é ver as motos: algumas delas sem manutenção, com pouco freio e pneus gastos.

Equipamentos de segurança

Tudo isso contribui para que as estatísticas de acidentes de trânsito com motos venham a aumentar ainda mais, pois, não se enganem, a motocicleta será o segundo ou terceiro veículo de uma família que já possui carro e ela, a motocicleta, apesar dos riscos, possui inúmeras vantagens. Está na hora de mudar a forma de pensar sobre as motos e os motociclistas. Ambos vieram para ficar e não vão sair das ruas tão cedo ou nunca, se preferirem.

O moto-jegue

A solução passa pela cabeça, mas não se resume apenas ao uso do capacete, mas sim da inteligência

e do discernimento para encontrar a melhor solução e ela passa por três pontos: fiscalização, educação para uma boa pilotagem e equipamentos de segurança. Nada mais ou menos do que isso.

A lição se sabe de cor, só resta aprender ou conviver com os efeitos provocados pela inércia social que prefere acabar com as motos do que corrigir os problemas que são a causa de tantos acidentes. Dinheiro tem, pessoal tem. Falta apenas o ‘querer fazer’. Se nada disso der certo então eu serei obrigado a concordar com a opinião acima publicada.

Educação já!

Saudações motociclistas.

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