O brasileiro reclama mas às vezes é sua merecida vítima

O brasileiro reclama, reclama, reclama e coloca a culpa nos outros, mas se olhar bem, boa parte do que acontecesse neste país, deixaria de acontecer, se a maioria de nós não fosse analfabeto político – aquele cara ou aquela cara que diz que ‘detesta política’ e por conta disso aparecem os ‘corruptos’ da vida e com ele toda a sorte de desmandos, desrespeito e de corrupção que este país ainda sofre. É sempre o outro ou alguém que tem que resolver problemas que nós mesmos poderíamos acabar com eles.

O bloco dos “Espalha-emails”
É absurdo ver a quantidade de pessoas que repassam e-mails sem fonte nenhuma, sem conferir e ao menos sem tentar entender a lógica da coisa, mas simplesmente pressionam a tecla ‘encaminhar’ e foi! Em um desses e-mails absurdos um shopping é denunciado, pois no carrinho onde estava um bebê existiam três cascavéis e elas picaram várias vezes a criança.

A mãe achava que era mal-criação da criança, enfim, no dito e-mail a criança acabou morrendo e o supermercado deste shopping foi culpado pelas cobras que nunca existiram, uma morte que nunca houve, uma mãe que nunca prestou queixa em relação às cobras e as testemunhas, que ouviram os gritos da criança, além de não fazerem nada, nada disseram a ninguém sobre o fato. É realmente absurdo! E ninguém escapa: Não faz muito tempo a Folha de São Paulo teve que retratar-se por publicar um e-mail falso da então candidata do PT a presidente, Dilma Roussef, ainda da época da Ditadura. O mais interessante disso é que a FSP, que tão ativamente participou dos movimentos daquela época, tenha aceitado realizar uma matéria sobre um e-mail onde não existia nem fonte. Mais estranho ainda é que as fichas do extinto DOI-CODI poderiam ser facilmente acessadas pelos jornalistas do consagrado jornal.

Contrabando de eletrônicos e as suas merecidas vítimas
Outra coisa que os brasileiros ainda não aprenderam foi a entender que tudo o que é ilegal não tem garantia nenhuma de nada. Vale apenas a palavra (sic) do vendedor. Chegou a mim uma reclamação de um cidadão indignado por ter comprado um produto que chegou com problemas e quando definitivamente quebrou ficou sem garantia, pois não havia nota fiscal.

Simples assim. O sujeito, achando-se na razão dele, foi reclamar. Nada aconteceu. Nosso amigo havia comprado um produto contrabandeado, sem nota e por um preço onde se sabia claramente que não estará pagando um centavo de imposto sequer. Mesmo sabendo de todos estes riscos o nosso amigo acabou realizando a compra e não ficou satisfeito. A pergunta que me foi feita foi – se ele tinha algum direito a ressarcimento? Minha resposta foi que ele deveria ficar calado e aceitar o prejuízo, pois ele também havia cometido um crime.

Outro caso semelhante é daqueles que usam a desculpa de utilizar softwares piratas por idealismo – na realidade tem muito software livre por ai e dos bons – mas querem que os que são pagos sejam de graça por razão nenhuma. Isso não é idealismo – é hipocrisia.

Para que possa entender melhor a situação do amigo que adquiriu produto contrabandeado e se deu mal, isso é a mesma coisa que comprar uma máquina de fabricar dinheiro – ninguém pode ter uma máquina de fazer dinheiro. Até pode, mas será crime e, se você compra uma ‘de boa fé’ (existe boa fé na compra de uma máquina de fazer dinheiro?) e ela não funciona, não será à polícia que irá prestar queixa, certo?

É preciso entender que para ter acesso ao que reza o CDC o comprador necessita ter algum documento legal. Sem isso a chance de conseguir alguma coisa