Quedas são Reflexo da Rigidez na Liberação de Crédito

Segundo a Abraciclo, o principal fator responsável pela crise vivida pelo setor é a maior seletividade e rigor enfrentado pelos consumidores para a liberação de crédito.

“O comprador de motocicletas é, em sua grande maioria, das classes C, D e E, muitas vezes com dificuldades para a comprovação de renda. O alto índice de exigências e maior rigor imposto no fim do ano passado pelas financiadoras na aprovação das fichas faz com que apenas 20% dos consumidores aptos a arcar com o financiamento consigam a liberação do crédito. Os outros 80% são recusados e têm a compra vetada”, conta Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, que ressalta que estão excluídos dessa amostragem os consumidores que não possuem o valor da entrada (antes dispensada e atualmente estabelecida como em 20% do total) ou das parcelas – reduzidas de 48 para um máximo de 36.

“A Abraciclo tem atuado junto aos bancos privados e redes de distribuição para melhorar as condições de aprovação dos financiamentos. Nossas associadas estão desenvolvendo estratégias para melhorar a qualidade de elaboração e preenchimento das propostas, buscando uma diminuição na recusa das mesmas, muitas vezes desencadeada por falhas e erros simples, como o não preenchimento de alguns dados, além de trabalharmos em ações para fornecer maior segurança para as financiadoras. Se conseguirmos que 40% das fichas sejam aprovadas, já representaria o dobro de comercializações fechadas”, afirma Fermanian. “Ainda assim, o perfil padrão do comprador de motocicleta sofre diretamente o impacto da seletividade, já que as condições atuais de financiamento, com entrada de 20% e parcelas reduzidas, já dificultam, por si só, as vendas”, conclui Fermanian.

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